Dollar R$ 5,15 Euro R$ 5,60
Dollar R$ 5,15 Euro R$ 5,60

Polícia Quarta-feira, 15 de Maio de 2024, 10:01 - A | A

Quarta-feira, 15 de Maio de 2024, 10h:01 - A | A

EXECUÇÃO NO CINTURÃO VERDE

Filho de mulher executada acredita que crime foi motivado por dívida com facção

Mulher teria morrido por estar no lugar errado e na hora errada

Igor Guilherme

Repórter | Estadão Mato Grosso

O filho de Poliana Maria de Lima Silva, executada a tiros na noite desta segunda-feira (13), disse que a mãe pode ter sido morta por causa de dívida de drogas que o seu ex-companheiro, José Gustavo França, adquiriu aqui em Cuiabá. José, que também foi morto, teria contraído dívidas de entorpecentes com a facção criminosa Comando Vermelho.

No áudio, o rapaz conta que José havia contraído dívidas de drogas com criminosos do seu estado de origem, Pernambuco. Devido a essas dívidas, o homem deixou o estado e veio trabalhar em Cuiabá. Do trabalho na capital, José conseguiu sanar sua dívida com os criminosos do nordeste, mas acabou se endividando por aqui também.

- FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)

- FIQUE ATUALIZADO: Participe do nosso grupo no Telegram e fique sempre informado (clique aqui)

"Ele [José Gustavo] era um rapaz muito bom, mas tinha recaída de droga, usava muita cocaína. Ele extrapolou demais e se separou da minha mãe. Ele estava devendo muita gente, saiu de Pernambuco por causa disso. Trabalhava em Mato Grosso para pagar as dívidas em Pernambuco, mas fez outras dívidas aí, em Mato Grosso. Eu não sei explicar muito bem, mas ele devia para o Comando (Vermelho)", narrou o rapaz na gravação.

Poliana e José estavam separados há três meses, mas viviam na capital. A mulher estava no carro alugado de José, um Fiat Mobi, porque seu veículo havia sido danificado em uma batida fazia pouco tempo.

“Um motoqueiro bateu na lateral do carro dela. O carro estava na oficina e ela estava com um carro alugado do Gustavo. Aí, acabou acontecendo essa tragédia”, declarou.

O filho de Poliana completa dizendo que tentou levar a mãe de volta para Pernambuco, custeando a passagem e o caminhão cegonha para levar seu carro de volta ao estado de origem, mas ela não aceitou.

“Minha mãe era trabalhadora, sempre trabalhando. Não conseguiu nem ver os netos. Sabe o que é dois anos sem ver minha mãe? Eu tinha dito a ela para ela ir embora, porque eu ia pagar a passagem, mas ela não queria ir de avião, queria ir rodando com o carro”, relatou.

Clique aqui e relembre o caso: Casal sequestrado foi espancado antes de morrer com vários tiros

search