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Judiciário Terça-feira, 10 de Novembro de 2020, 14:10 - A | A

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SOLIDARIEDADE

Justiça Comunitária atende família de seis irmãos em situação de vulnerabilidade

Dani Cunha | TJMT

A equipe da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou atendimento à família de Nair Amaro e seus cinco irmãos que se encontram em situação de vulnerabilidade, no bairro Jardim União, em Cuiabá. Nesta segunda-feira (9 de novembro) eles receberam da equipe cestas básicas, roupas e itens de higiene, dentre outros serviços de cidadania, objetivo principal dos trabalhos realizados pela Justiça Comunitária, que está na ponta, nos bairros carentes, levando serviços àqueles que mais precisam.

Tomando todas as precauções necessárias neste período de pandemia, a agente de justiça e cidadania Nilza Campos foi até o local e verificou de perto a situação vivenciada pela família, que mora em barracão, não tem renda e depende da venda de materiais reciclados ou da ajuda de terceiros. Além disso, dois dos irmãos não possuem qualquer tipo de documentação, inclusive certidão de nascimento, o que traz mais dificuldade para ter acesso a qualquer tipo de programa assistencial.

A agente é quem faz os atendimentos às pessoas naquela região e conta que foi procurada por Nair para que a Justiça Comunitária auxiliasse nos trâmites para a documentação de dois de seus irmãos. Mas ao solicitar a assinatura, foi informada que eles não sabem ler, então, a visita foi agendada para levar a assistência necessária e verificar quais outros tipos de serviços a família precisa.

“Nos deparamos com uma situação grave, eles vivem em situação precária. Além das cestas e roupas, levamos dignidade através dos serviços que podemos fazer os encaminhamAos 40 anos, a caçula da família, Nair Amaro, diz que nenhum deles possui renda fixa, apenas ela recebe R$ 130,00 do Bolsa Família, mas que ajuda em casa com uma parte e a outra auxilia comprando remédio para um dos irmãos que está com problema de saúde.

Segundo conta Nair, quando os irmãos conseguem vender os materiais recicláveis, conseguem algum dinheiro, caso contrário, quando não recebem ajuda de outras pessoas, ficam sem ter o que comer. “Eles vão catar latinha no lixão e quando vendem [o material] juntam uns 100,00 por semana”, diz a mulher ao mencionar que esse valor é para o sustento dos seis irmãos.entos, como a confecção de documentos porque eles não têm RG, CPF, carteira de trabalho. Dois deles não têm nem certidão de nascimento. Com isso não conseguem requerer os benefícios que têm direito”, disse Nilza Campos.

Acompanhada da Defensoria Pública, a agente dará prosseguimento para ajudá-los, inclusive a um dos irmãos, com sérios problemas de saúde, sem qualquer tipo de ajuda ou assistência.

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Aos 40 anos, a caçula da família, Nair Amaro, diz que nenhum deles possui renda fixa, apenas ela recebe R$ 130,00 do Bolsa Família, mas que ajuda em casa com uma parte e a outra auxilia comprando remédio para um dos irmãos que está com problema de saúde.

Segundo conta Nair, quando os irmãos conseguem vender os materiais recicláveis, conseguem algum dinheiro, caso contrário, quando não recebem ajuda de outras pessoas, ficam sem ter o que comer. “Eles vão catar latinha no lixão e quando vendem [o material] juntam uns 100,00 por semana”, diz a mulher ao mencionar que esse valor é para o sustento dos seis irmãos.

Agora, com a visita da equipe da Justiça Comunitária e da Defensoria Pública, a luz que há muito tempo estava apagada volta a acender, junto com o sorriso tímido no semblante de Nair Amaro, já que após a documentação em mãos poderão ter direito aos programas assistenciais, inclusive com relação à saúde de um dos irmãos.

“Essa visita foi muito boa pra gente, vai ajudar bastante e a gente só tem agradecer porque a gente precisa. O dinheiro tinha que ser contado para comprar a comida porque ainda tem os remédios do meu irmão. Graças a Deus foi muito bom terem vindo aqui porque sem os documentos fica difícil fazer alguma coisa. Agora também com essas cestas também vai ficar melhor”, falou Nair.

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