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Eleições 2020 Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020, 18:14 - A | A

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020, 18h:14 - A | A

ELEIÇÃO NA CAPITAL

Mendes deve definir com grupo apoio no segundo turno

Rafael Machado

O governador Mauro Mendes (DEM) recebeu no Palácio Paiaguás, na manhã desta segunda-feira (16), a visita do candidato a prefeito de Cuiabá, Abílio Júnior (Podemos). Entre os assuntos debatidos, um possível apoio do governador para o segundo turno da eleição municipal, que ocorre no próximo dia 29. 

Abílio disputa o comando do Palácio Alencastro com o candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB). No primeiro turno, o postulante do Podemos conseguiu 90.631 votos, o que representa 33,72% do total, contra 82.367 votos do seu adversário. 

Acompanhado do candidato a vice-prefeito, Felipe Wellaton (Cidadania), de sua chapa, eles se reuniram cerca de 1h30 com o governador. A tendência é que Mendes esteja no palanque de Abílio por ser adversário de Emanuel Pinheiro. 

"A campanha é diálogo. Todo voto é um voto. O governador é um voto, a esposa dele é um voto, o secretário aqui é um voto. Se a gente quer ganhar essa cidade não podemos excluir voto nenhum, não pode entregar voto nenhum pro paletó. Cada voto que a gente puder resgatar é um voto para resgatar essa cidade", disse Abílio em conversa com a imprensa após o encontro. 

Antes de anunciar sua decisão, o governador deve reunir-se com seu grupo político para discutir a ideia, principalmente com Roberto França (Patriota) que foi candidato da coligação "Todos por Cuiabá" do qual o DEM, partido de Mauro, fazia parte. 

O presidente do DEM em Cuiabá, Alberto Machado, disse que a reunião para debater sobre apoio no segundo turno deve ser discutido nesta semana.

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, Abílio comentou que foi ao Palácio Paiaguás pedir para que o governador libere o vereador Marcelo Bussiki, que foi candidato a vice de França, e do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, para que possa apoia-lo no segundo turno. 

Bussiki e Abílio fazem parte do grupo de oposição a Emanuel na Câmara Municipal. Já Figueiredo chegou a se licenciar do cargo de secretário para retornar ao Legislativo cuiabano para votar contra a cassação de Abílio. 

Além disso, ele revelou que chegou a pedir voto do governador. “Eu pedi voto dele sim. Falei: o senhor vota em Cuiabá, sua esposa vota em Cuiabá, o senhor não é de votar em branco, não é de nulo, o senhor terá de votar e, tenho certeza, que o senhor não vai escolher o paletó”, disse. 

Além disso, Abílio deve buscar apoio da terceira colocada na eleição, Gisela Simona (PROS). Ele deve se reunir com a ex-superintendente do Procon nos próximos dias e acredita que ela possa apoiá-lo devido sua declaração no debate que disse que o atual prefeito é “símbolo nacional da corrupção” e questionou se ele se considera um “corrupto profissional”. 

APOIO DO GOVERNADOR - Sobre a composição para o segundo turno, Emanuel disse não acreditar que o governador Mauro Mendes (DEM) irá apoiar Abílio. Pinheiro destacou que Mauro já foi prefeito da capital e, por isso, não deverá apoiar seu adversário pela suposta falta de experiência.  

“Sei que ele [Mauro] ama Cuiabá e não irá apoiar uma chapa que nunca plantou uma árvore na Capital, uma chapa de inexperientes e imaturos”, cutucou. 

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