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Política Sexta-feira, 26 de Abril de 2024, 12:51 - A | A

Sexta-feira, 26 de Abril de 2024, 12h:51 - A | A

"E AÍ, VAMOS NESSA?"

VÍDEO: Emanuel mostra "invasão" de pacientes do interior e "intima" Mauro a debater Saúde

Segundo o prefeito, dos 298 pacientes internados no HMC nesta sexta-feira, 26, apenas 78 são provenientes da capital

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), gravou um vídeo em frente ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) nesta sexta-feira, 26 de abril, para expor a situação da Saúde da capital e 'convidar' o governador Mauro Mendes (União) para debater uma solução para os problemas enfrentados. Conforme o prefeito, dos 298 pacientes internados no HMC nesta sexta, apenas 78 eram residentes de Cuiabá e os 220 restantes eram de cidades do interior.

Diante da situação, Emanuel voltou a comentar sobre a possibilidade de estadualização do HMC e 'intimou' o governador a fazer um audiência para tratar do assunto.

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"Eu quero discutir soluções para a Saúde de Cuiabá e de Mato Grosso, porque Cuiabá carrega a Saúde de Mato Grosso nas costas. E eu só vejo uma solução para isso, sabe qual é? Sentar à mesa, honrando os cargos que ocupam o prefeito e o governador do estado. E aí, Mauro, vamos nessa? Que dia você pode me receber em audiência para tratar da Saúde Pública de Cuiabá e de todo o Mato Grosso?", questionou.

Emanuel disse ainda que a população cuiabana é quem "paga a conta" das internações de pacientes do interior, pois, segundo ele, o governo do Estado não estaria repassando o suficiente para cobrir os custos. Além disso, o prefeito afirmou que a superlotação de pacientes do interior acontece devido ao fechamento de unidades de saúde em outros municípios.

"Cuiabá carrega, há muito tempo, a Saúde do Estado nas costas, mas agora está mais sobrecarregada ainda. Sabe por quê? Porque nós ampliamos os serviços para a população, como HMC, duas UPAS e tantas outras coisas. E, com isso, o Estado desestruturou a saúde no interior, fechou unidades, e a população do interior do Estado está correndo para cá. Até aí, gente, tudo bem. Faz parte da vocação de Cuiabá ser mãe de todos os munícipes. Agora, cada um tem que fazer a sua parte. União, Estado e Município. Até agora, só Cuiabá está carregando esse piano. A União ajuda. Cuiabá banca tudo e o Estado pouca coisa ou quase nada. Isso não é justo, vocês estão vendo os números", pontuou.

O prefeito também voltou a defender a proposta de estadualização do hospital, já que, segundo ele, o HMC já estaria atuando na prática como um hospital regional.

"O pessoal discute a estadualização, porque a estadualização é isso. Aqui é um hospital regional. Se fosse para atender a minha população cuiabana, apenas, por exemplo, hoje tem 78 pacientes, o recurso que nós temos dá e sobra. Aqui seria uma saúde de primeiro mundo. Agora, o problema é que é o Estado inteiro. A população cuiabana está ficando sem leito, sem espaço e nós estamos tendo que pagar a conta para o interior sozinhos", lamentou.

Por fim, o prefeito enfatizou que não quer politizar o tema, já que nem estará presente no processo eleitoral deste ano.

"Olha, o governador falou isso, o presidente da Assembleia [Eduardo Botelho] falou aquilo. Para, gente, eu não quero discutir essa política. Eu já falei que eu estou fora do processo eleitoral esse ano, eu não estou preocupado com política", finalizou.

VEJA VÍDEO: 

 

 

 

 

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