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Política Sexta-feira, 05 de Novembro de 2021, 10:51 - A | A

Sexta-feira, 05 de Novembro de 2021, 10h:51 - A | A

BATE E VOLTA

Vidal registra BO contra Michelly Alencar por insinuação de corrupção na Câmara

Os dois vereadores protagonizaram um intenso bate-boca na Câmara, que levou à suspensão da sessão de quinta-feira (4)

Jefferson Oliveira

Repórter | Estadão Mato Grosso

O vereador Sargento Vidal (Pros) registrou um boletim de ocorrência contra a colega Michelly Alencar (DEM) pelo crime de injúria, após a discussão registrada no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá nesta quarta-feira (4).

O boletim de ocorrências foi registrado por meio da Delegacia Virtual. No documento, o vereador denuncia que a vereadora Michelly usou as suas redes sociais no dia 2 de novembro para postar uma matéria que acusava os vereadores de estarem recebendo dinheiro para não votar a favor da cassação do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB).

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Segundo ele, Michelly também realizou uma enquete instigando a população contra os parlamentares, "atacando o trabalho e a honra" dos demais vereadores.

O denunciante também relatou que, na quinta-feira (4), Michelly teria dito: “todos saberão quais são os vereadores que estão no bolso do paletó”.

"Ou seja, claramente acusou de corrupção quem votar diferente do que a mesma deseja", conclui Vidal.

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 O caso será investigado pela Polícia Civil. A pena para o crime de injúria é detenção de três meses a um ano e pagamento de multa, além da pena correspondente à violência.

Vidal x Michelly

Uma intensa discussão entre os dois vereadores levou ao encerramento da sessão ordinária da Câmara Municipal na quinta-feira (4), quando deveria ser votado o requerimento para instaurar Comissão Processante contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Vidal relatou a provocação feita por Michelly nas redes sociais. Segundo ele, a vereadora teria dido que os parlamentares da base aliada ao prefeito teriam recebido um cheque para não votar na cassação do prefeito.

Após a fala de Vidal, Michelly pediu um direito de resposta, o que não foi atendido pelo presidente da Câmara, Juca do Guaraná (MDB). O fato gerou um bate-boca generalizado, que envolveu outros vereadores.

A sessão que definiria a instauração de uma comissão processante foi adiada para terça-feira (9).

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