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Política Sexta-feira, 22 de Outubro de 2021, 15:18 - A | A

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2021, 15h:18 - A | A

"COMBATE SELETIVO"

Edna Sampaio diz que pedido de cassação contra Emanuel é golpe contra a democracia

Jefferson Oliveira

Repórter | Estadão Mato Grosso

A vereadora petista, Edna Sampaio, usou a tribuna na sessão desta quinta-feira (21) para criticar os colegas Diego Guimarães (Cidadania), Dilemário Alencar (Pode), Michelly Alencar (DEM) e Tenente Coronel Paccola (Cidadania), que querem cassar o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB).

De acordo com a vereadora, eles estão querendo fazer ‘combate à corrupção’ de forma seletiva, já que os mesmos não realizam a mesma crítica sobre as contratações feitas pelo Governo do Estado e em gestões anteriores. Outra crítica de Edna, é em relação aos quatro vereadores citados serem apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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“Não vou fazer aqui um discurso seletivo sobre corrupção. Não vou me juntar àqueles que defendem o governo Bolsonaro, que é um grande genocida e tem destruído a democracia [...] Não contem comigo para esse golpismo, para esse terceiro turno das eleições. Eu não quero defender o governo Emanuel Pinheiro e não defendo, porém, não contem comigo para subtração da democracia com terceiro turno, com tapetão”, declarou Edna.

Edna ainda disse que gostaria de saber porque o governador não está sendo acionado pelo Ministério Público e pela Justiça, por realizar as mesmas práticas que levaram ao afastamento de Emanuel.

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A vereadora acrescentou que as mesmas empresas que motivaram a operação também são contratadas pelo Governo do Estado.

Para reforçar o seu argumento de uma possível perseguição contra Emanuel, Edna pontuou que essas contratações vêm desde a época que o prefeito de Cuiabá era Wilson Santos (PSDB), hoje deputado estadual, sendo mantida pela gestão Chico Galindo (PTB) e até pelo próprio Mauro Mendes quando foi prefeito da capital.

Outro ponto destacado por Edna, é que o Estado de Mato Grosso não realiza concurso público na área da saúde há 20 anos.

“Jamais vou perder a oportunidade de dizer que a improbidade administrativa patrocinada e feita pelo prefeito de Cuiabá é a mesma improbidade administrativa feita pelo governo Wilson Santos que alguns vereadores apoiaram e inclusive fizeram parte como seus secretários. Nessa ação do judiciário sequer é citado o governo Mauro Mendes, que durante quatro anos governou Cuiabá utilizando do mesmo expediente que o governo Emanuel Pinheiro tem utilizado”, completou.

Por fim, a vereadora comparou a articulação feita pelos quatro vereadores, com o impeachment da presidete Dilma Roussef (PT). Para tentar uma cassação contra o prefeito, o grupo utilizou o suplente do Cidadania, Felipe Corrêa, que protocolou o pedido para instauração de uma Comissão Processante na Câmara de Cuiabá.

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