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Política Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2021, 20:30 - A | A

Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2021, 20h:30 - A | A

SEM ACORDO

Mauro diz que Estado quase quebrou por causa de greves: "Não vamos ceder a pressão"

Jefferson Oliveira

Repórter | Estadão Mato Grosso

O governador Mauro Mendes (DEM) disse na manhã desta sexta-feira (17) durante a posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que não vai ceder a pressão dos policiais penais que estão em greve desde a última quarta-feira (15).

Mauro comparou a greve dos policiais penais com a greve dos professores deflagrada em 2019. O governador disse que está aberto as negociações, porém, não vai ceder a essa atitude de paralisação dos serviços.

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“Não tem proposta. Nós já conversamos, agora, fez greve, vamos ver o que dá a greve. Igual o caminho que os professores tomaram. Vocês acham que vou ceder sob pressão para depois ter os policiais fazendo, não sei mais quem?! Quem vai pagar a conta é todo cidadão”, declarou o governador.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) já entrou com uma ação no Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), alegando ilegalidade da greve e pede que o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen/MT) receba multa de R$ 100 mil por dia e que os grevistas tenham o seu ponto cortado, até o retorno das atividades.

“Não é na base da pressão que a gente vai ceder. Já pensou se todo mundo que fizer pressão e o Governo ceder?! Era assim que acontecia e o Estado chegou onde chegou: quase quebrou. Não vou entrar nesse caminho”, acrescentou o governador.

Na época da greve dos professores, o movimento paredista durou 75 dias e chegou a ser noticiada nacionalmente como a maior da história. Na ocasião, os professores retornaram as atividades após Mendes ordenar a demissão dos professores contratados por abandono de emprego, e os concursados começariam a passar por um processo administrativo que culminaria com as exonerações.

Os policiais pedem um reajuste entre 50% a 60%. No entanto, em uma reunião que aconteceu nesta terça-feira (14) o governo ofereceu um reajuste de 15% o que foi rejeitado pela categoria.

Os policiais pararam de receber novos detentos em unidades prisionais, o que tem feito com que as delegacias comecem a lotar e se criar um problema, por conta da greve deflagrada. O secretário estadual de segurança pública (Sesp), Alexandre Bustamante, alertou que a greve dos servidores é ilegal, pois, eles agora são policiais penais e devem cumprir a determinação do Artigo 144 da Constituição Federal que proíbe greve de policiais.

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