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Política Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2022, 15:39 - A | A

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2022, 15h:39 - A | A

PECHA DE GOVERNISTA

Júlio profetiza fracasso do próprio partido em aproximação com Lula

O deputado diplomado exige que a legenda ouça, ao menos, os congressistas eleitos este ano

Rafael Machado

Repórter | Estadão Mato Grosso

O deputado estadual diplomado Júlio Campos (União Brasil) disse que seu partido está fadado ao fracasso, caso decida integrar a base aliada ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem ouvir os parlamentares que foram eleitos ou reeleitos ao Congresso Nacional.

Júlio comentou que se isso acontecer, a agremiação vai repetir o mesmo erro que cometeu nas eleições deste ano, quando lançou uma chapa à presidência sem apoio de grandes lideranças. A chapa encabeçada pela senadora Soraya Thronicke fez pouco mais de 600 mil votos, o que representa 0,51% dos votos válidos no primeiro turno.

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“Vejo com muita preocupação. Se o União Brasil for compor com o governo de Lula sem ouvir as bases partidárias, mais uma vez irá ao fracasso, como foi com a candidatura própria da Soraya Thronicke. Não tem sentido o partido não reunir pelo menos os deputados federais e senadores. Eles têm que ser ouvidos, se querem ou não participar do governo”, disse Júlio, em entrevista à imprensa.

Nos bastidores, comenta-se que Lula ofereceu o Ministério da Integração Nacional para o União Brasil, com a esperança de ter o partido em sua base de sustentação e diminuir a bancada de oposição no Congresso Nacional.

A ideia inicial é que o ministério fique com o deputado federal Elmar Nascimento, da Bahia, que foi relator da PEC da Transição na Câmara dos Deputados e é o líder do partido. O objetivo do petista é garantir uma governabilidade mais tranquila.

Porém, Júlio defende que a sigla permaneça pelo menos no campo da independência, dando apoio apenas a bons projetos do governo, já que a maioria dos filiados do União Brasil apoiava o adversário de Lula, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que deixará o cargo na próxima semana.

“Eu acho que, nesse momento, não. O partido poderia ficar independente, apoiar os bons projetos de interesses do governo federal, mas sem, inicialmente, ocupar cargo. 80% das bases, ou mais, do atual União Brasil votou com Bolsonaro e perdeu. Quem votou e perdeu deve ser oposição. Não sendo oposição, pelo menos deve ser independente. Agora, já ir compor a troco de ministério, vai voltar ao União Brasil aquela pecha que tinha no antigo PPL, de ser um partido governista. Qualquer um que estava no governo o PPL estava, como é o caso do Centrão, PP, PSD... mudou de governo e não impede de ir ao governo”, comentou.

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