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Política Terça-feira, 26 de Outubro de 2021, 20:50 - A | A

Terça-feira, 26 de Outubro de 2021, 20h:50 - A | A

"FANTASIOSA, FICTÍCIA E GENÉRICA"

Defesa de Neto sugere que desembargador impôs medidas sem ler os autos

Os advogados seguem afirmando que não há nenhum depoimento, documento ou peça informativa que relacione Antonio Monreal às contratações, seja direta ou indiretamente

Felipe Leonel

Repórter | Estadão Mato Grosso

A defesa de Antonio Monreal Neto, chefe de gabinete do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), criticou a decisão judicial do Marcos Machado, desembargador da Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que deu 'liberdade' a Monreal Neto, mas impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda na decisão, proferida na última sexta-feira (22), Machado ainda fala de uma 'suposta atuação' do investigado nas contratações investigadas.

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Ocorre que, na visão da defesa, Antonio Monreal Neto apenas impediu uma busca na Secretaria de Saúde sem qualquer autorização judicial por parte do Ministério Público e da Polícia Civil. E, em razão da suposta tentativa de obstrução da investigação, foi preso preventivamente na terça-feira (19) e solto pelo TJMT na sexta-feira, mas foi determinado algumas medidas cautelares.

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"No sentido de que o Paciente teria participação nos fatos perquiridos de contratação temporária de servidores e de pagamento do “prêmio saúde”, é de se dizer que, com o devido respeito, tal consideração só pode ter sido realizada por aquele que não leu os autos e que desconhece completamente as peças informativas nele constantes", diz trecho documento, assinado pelos advogados Mattheus Macedo e Yasmin Brehmer Handar.

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 Os advogados seguem afirmando que não há nenhum depoimento, documento ou peça informativa que relacione Antonio Monreal às contratações, seja direta ou indiretamente.

"Nada no Inquérito é dito que conecte o Sr. ANTÔNIO MONREAL NETO ao tema central da perquirição. Nada. Logo, a primeira consideração do ato coator, além de genérica, é desconectada da realidade e não se arrima em nenhum lastro empírico constante no feito. Trata-se de uma narrativa fictícia, fantasiosa. Nada mais do que isto", afirmam.

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OPERAÇÃO CAPISTRUM

Emanuel foi afastado por decisão judicial na última terça-feira (19) em investigação que apura a contratação irregular na Secretaria Municipal de Saúde. Além do afastamento de Emanuel, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 16 milhões de suas contas, da primeira-dama Márcia Pinheiro, além de Ivone de Souza (secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos), do ex-coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro. A Operação Capistrum também prendeu preventivamente Antonio Monreal Neto, chefe de gabinete de Emanuel.

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