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Política Terça-feira, 05 de Março de 2024, 17:22 - A | A

Terça-feira, 05 de Março de 2024, 17h:22 - A | A

FOGO NO PARQUINHO

Chico chama Edna de mentirosa após petista dizer que não teve chance de defesa

Bruna Cardoso

Repórter | Estadão Mato Grosso

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

A votação do novo pedido de cassação contra a vereadora Edna Sampaio (PT), realizada nesta terça-feira, 5 de março, foi marcada por um bate-boca entre a petista e o presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL). A confusão começou porque Edna afirmou que desta vez poderia fazer uma defesa e que essa oportunidade lhe teria sido negada durante o primeiro processo de cassação. Revoltado com a afirmação, Chico chamou a vereadora de mentirosa e afirmou que a petista 'correu' quando foi chamada para se defender.

Durante o voto, a vereadora afirmou que a Casa estaria usando seu nome para fazer uma “cortina de fumaça” para as pautas que estão por vir.

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“Estou pronta para fazer o que for necessário para defender a mim enquanto pessoa, enquanto parlamentar eleita, para exercer o mandato de qualidade nessa casa, que é o que eu tenho feito, e estou pronta também para responder todos os questionamentos. A prestação de contas do meu mandato está rigorosamente em dia. Estou pronta para apresentar e desta vez nós vamos fazer o debate, sim, um debate que vai me permitir fazer a minha defesa na Comissão de Ética, coisa que não aconteceu da outra vez”, disse.

Revoltado com a fala da petista, Chico 2000 rebateu a vereadora afirmando que ela teve, sim, oportunidade para se defender. Ele ainda 'puxou a orelha' dos membros da Comissão de Ética, afirmando que caberia a eles se defenderem sozinhos, sem intervenção da Presidência.

“A senhora não foi encontrada para que a senhora fosse intimada pessoalmente, o seu advogado fugiu de todas as intimações que foram feitas por um servidor efetivo desta Casa [...] Portanto, quando a senhora diz que não teve oportunidade de exercer o direito ao contraditório, a senhora não está sendo verdadeira, porque a senhora correu”, defendeu.

Chico também relembrou que a Comissão de Ética abriu prazo adicional de cinco sessões para a vereadora se defender, já no final do processo, mas que o tempo não foi utilizado por ela.

ENTENDA

Os pedidos de cassação foram lidos e encaminhados à Comissão de Ética no último dia 27 de fevereiro. Os documentos apontam irregularidades no recolhimento da Verba Indenizatória (VI) da ex-chefe de gabinete Laura Abreu, que eram repassados para uma conta em nome de Edna. Os pedidos apontam ainda que a demissão da ex-chefe de gabinete deixou uma dívida de R$ 70 mil à Câmara Municipal, pois ela estava grávida à época e foi indenizada pela licença-maternidade.

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