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Política Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2022, 15:49 - A | A

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2022, 15h:49 - A | A

NOVA GESTÃO

Agro se despede de Bolsonaro e começa a cair nos braços de Lula, diz novo ministro

Fávaro ainda mencionou que o governo Bolsonaro destruiu a pesquisa e tecnologia do agro brasileiro

Rafael Machado

Repórter | Estadão Mato Grosso

O futuro ministro da Agricultura, senador Carlos Fávaro (PSD), disse que uma de suas missões frente à pasta será a de amenizar os desmontes da atual gestão relacionados à pesquisa e tecnologia no setor agropecuário brasileiro.

Fávaro disse que órgãos importantes de pesquisa do ministério, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tiveram recursos apenas para cobrir suas despesas e folha de pagamento, deixando de cumprir seu principal papel.

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“Acabaram com a Embrapa, destruíram a Conab. Para você ter uma noção, a Embrapa, que tinha que ter um porte por cada município brasileiro, graças ao trabalho e o desenvolvimento da pesquisa para a produção agrícola brasileira que mata fome, que gera incidentes e virou esse grande polo mundial, esse grande player mundial de produção de alimentos”, disse em entrevista em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, 30 de dezembro.

“A Embrapa, no ano de 2022, tinha orçamento de R$ 150 milhões que era consumido 96,5% com custeio e folha de pagamento sobrando 3,5% para fazer sua função: pesquisar. É um absurdo, que nós vamos ter que reconstruir e trazê-lo de volta na vanguarda mundial da pesquisa, da ciência e da tecnologia”, complementou.

Base bolsonarista

Uma das principais tarefas de Fávaro será aproximar o setor do agronegócio com o governo do presidente eleito Lula (PT). Grande parte do setor apoiou Jair Bolsonaro (PL), na eleição deste ano e, refutando alguns posicionamentos do petista durante a campanha, como uma entrevista concedida por ele em que chamou de fascista o grupo de produtores que cometem desmate ilegal.

“Acho que aquele momento da eleição, é pertinente, é normal, é a força da democracia e as pessoas têm o direito de manifestação, tem o direito de apoiar e inclusive financiar as campanhas de seus candidatos dentro das regras e das leis, mas dentro do espaço democrático, eu respeito muito tudo isso. Tenho certeza do que estou falando: o presidente foi um grande presidente para o agronegócio brasileiro e será ainda melhor a partir de 1° de janeiro”, comentou.

Ele falou que algumas entidades do setor já começaram a abrir o diálogo para discutir sobre os projetos e investimentos da próxima gestão para a agropecuária brasileira.

"Já estou vendo um sentimento de racionalidade buscando o diálogo, buscando falar do futuro e terão as portas abertas o ministério de portas abertas para discutirmos o futuro da agropecuária", disse.

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