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Polícia Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2022, 15:31 - A | A

Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2022, 15h:31 - A | A

AÇÃO INTERNA

Programa da PM busca a prevenção e a repressão dos casos de violência doméstica

Projeto piloto ganhou reconhecimento e foi uma das vencedoras da 1ª edição do Prêmio Juíza Glauciane Chaves de Melo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)

Rafael Machado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Buscando a prevenção e a repressão dos casos de violência doméstica e familiar, a Polícia Militar lançou nesta sexta-feira, 2 de dezembro, o programa interno denominado “Apoio”, que atende militares que foram vítimas e/ou acusados pelo crime.

O projeto piloto ganhou reconhecimento e foi uma das vencedoras da 1ª edição do Prêmio Juíza Glauciane Chaves de Melo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

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A coordenadora do programa, tenente-coronel Emirella Martins, explica que a ação é dividida em eixos para atender as demandas específicas de cada público.

A parte disciplinar ou psicossocial atende os militares acusados de violência doméstica e busca fazer com que reflitam sobre seus atos e compreendam o contexto de suas relações sociais, familiares e afetivas.

Além disso, a ação atende os policiais que foram vítimas de violência, dando assistência no processo de recuperação psicológica e física.

“É um cuidado a mais que a Polícia Militar vai dar, envolvendo os nossos policiais, da mesma forma que a gente faz um trabalho com bastante eficiência através da Patrulha Maria da Penha para sociedade”, disse.

Ela comenta que o trabalho começa quando é levado ao conhecimento da Corregedoria-Geral da PM o caso em que um policial foi envolvido como autor ou como vítima de violência doméstica.

A fase piloto atendeu sete pessoas, que participaram de encontros que buscavam auxiliá-los a refletir sobre seus atos ou pelos crimes em que foram vítimas.

“Numa avaliação subjetiva, através dos participantes, todos aprovaram. Inclusive, fizeram manifestações de que deveria ter começado antes, que se tivesse participado antes não teria se envolvido em violência doméstica. Ajudou aquele policial a compreender o contexto de violência doméstica e repensar as atitudes em suas relações íntimas, profissionais, afetivas e familiares”, destacou.

O trabalho também engloba outros núcleos da corporação, como a Corregedoria-Geral e a Coordenadoria de Assistência Social.

“O órgão estruturado é a coordenaria de Assistência Social, onde ali abriga especialistas de saúde mental, sejam psicólogos, assistentes sociais e etc, que estão preparados e capacitados para estar recepcionando esse público e fazendo a intervenção, propondo um programa de atendimento na área da saúde mental, também não se esquecendo a perspectiva preventiva. Nossa máxima é que prevenir sempre será melhor do que remediar”, destacou o tenente-coronel Diego, coordenador de Assistência Social da PM.

O psicólogo Alessandro Vinicius de Paula, que atua no programa, destacou a importância do debate sobre a violência doméstica, principalmente com militares da corporação que atuam no atendimento de ocorrências desse tipo de crime.

“Quando a gente faz com que eles pensem os valores do porquê age da forma como age, a forma como age, entende a forma como isso é construído socialmente, de acordo com a socialização dele, como aprendeu o que é papel de homem e o que é papel da mulher, e faz com que eles reflitam como esses tipos de papel de homem e de mulher podem ser tóxicos, podem ser nocivos e não saudáveis para relações humanas, não só conjugais, mas de criar filhos e educar”, ressaltou.

O comandante geral da PM, coronel Alexandre Mendes, destacou a importância do programa para coibir os crimes de violência doméstica na instituição.

“O programa atende uma necessidade institucional, uma realidade que nós tínhamos. Já vinha um enfrentamento da Polícia Militar, com apoio de outras instituições. Porém, trabalhar em rede, como nós procuramos trabalhar, é bem melhor, porque une esforços focando no problema. Aquilo que era pontual, isolado, começa a ficar centralizado, dedicado. Se não eliminar, pelo menos mitiga o problema, atacando as causas”, ressaltou.

Durante o lançamento, o comandante geral e a presidente do TJ, desembargadora Maria Helena Póvoas, assinaram a portaria de criação e o termo de compromisso do Programa Interno de Atenção à Violência Contra as Mulheres (Apoio).

“O Tribunal de Justiça está sempre aberto, principalmente com iniciativas como essa. Nós estaremos dando mais uma vez, corpo e forma a toda a iniciativa do Conselho Nacional de Justiça no que diz respeito ao combate à violência contra a mulher. Um dos pilares da nossa administração é tratar esse assunto com prioridade. Nós iremos dar mais ainda ênfase a esse assunto”, disse.

No evento os idealizadores e os envolvidos no projeto foram homenageados, entre eles, Alessandro Vinicius de Paula, Miriã Bortolini Biazi, Laísa Fernanda Rodrigues, Fernanda Caroline Mesquita, Vastir Maciel da Silva e Brunah Karolyne Marques Vaz.

Álbum de fotos

Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso

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