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Polícia Quinta-feira, 11 de Novembro de 2021, 11:54 - A | A

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2021, 11h:54 - A | A

CONTRA A VIOLÊNCIA

População toma as ruas de Poconé por crimes contra crianças

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

A população de Poconé fizeram uma manifestação exigindo justiça pelos crimes cometidos contra crianças na cidade. O ato foi realizado na tarde desta quarta-feira, 10 de novembro, nas principais avenidas do município. A motivação do manifesto foi o recente caso envolvendo a pequena Maria Vitória Lopes dos Santos, de 2 anos, que foi abusada e torturada pelos tios, que detinham a guarda da criança, que já tinha sofrido maus-tratos pelos pais biológicos. A menina foi vítima também de abuso sexual e faleceu na última segunda-feira, 8, após ficar quatro dias internada.

Maria Vitória não foi a única motivação para o ato. Há cerca de um mês, um bebê recém-nascido foi encontrado em um saco plástico, numa região de mata próximo ao aterro sanitário da cidade.

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No caso de Maria Vitória, o testemunho da tia na última terça-feira (9) à Polícia Civil, que estava com a guarda da menina, chocou toda a sociedade mato-grossense. A mulher contou detalhes de como as agressões e abusos eram realizadas, por parte de seu companheiro contra a menina.

Segundo a mulher, o marido é tio materno da menina. Ele estuprava a criança duas vezes na semana e a obrigava a ‘desfilar’ nua e rebolar para “satisfazer os desejos asquerosos” do esposo.

A reportagem local entrevistou os pais biológicos da criança Juracir e Altamir, que disseram estar extremamente tristes pelo que aconteceu com a filha. O pai diz que tentou de todas as formas reaver a guarda da criança, sempre em vão.

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“É uma dor ver que uma pessoa cometeu tal coisa com tamanha crueldade. Peço aos meus amigos que estão me ouvindo agora, que eu tentei de todas as formas, não sou culpado. Lutei na Justiça durante seis meses, e foram seis meses sem ver meus filhos, e até na hora da morte, me proibiram de chegar perto do caixão”, disse o pai.

A manifestação durou cerca de 1h30, encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

O  caso ainda segue sendo investigada pela Polícia Civil.

Veja vídeo:

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