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Polícia Quarta-feira, 10 de Abril de 2024, 10:43 - A | A

Quarta-feira, 10 de Abril de 2024, 10h:43 - A | A

OPERAÇÃO CALIANDRA

Construtora e Floricultura receberam R$ 9 milhões para revitalizar praça

Igor Guilherme

Repórter | Estadão Mato Grosso

Com os desdobramentos da Operação Caliandra, dois nomes de empresas despontam como suspeitas de integrarem o esquema de corrupção que foi alvo da Polícia Federal nesta quarta-feira (10). A primeira é a floricultura que inspirou o nome da operação, identificada como Floricultura e Viveiro Tudo Verde, localizada em Porangatu, Goiás. A segunda é a Construtora Chapadense, localizada em Barra do Garças, município-alvo principal da operação.

Conforme revelado pelo próprio prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves (União), as duas empresas encabeçavam as obras de revitalização Orla do Rio Garças e da Praça Domingos Mariana. As licitações de 2019 e 2020 foram agraciadas com um montante de cerca de R$ 9 milhões em dois convênios da Caixa Econômica Federal e a prefeitura do município. A operação da Polícia Federal investiga exatamente o desvio desse montante.

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Ainda nos entrames do esquema, um servidor, que não teve a identidade revelada, utilizou suas contas para mover parte do dinheiro lavado no esquema. Durante o período analisado pela Polícia Federal, o alvo moveu o montante de R$ 3 milhões.

Os contratos com as duas empresas suspeitas foram encerradas ambas no mês de novembro de 2022 e a revitalização da área, suspensa. Em uma nota, o prefeito de Barra do Garças explica que a obra está travada. (Leia a nota no fim da matéria).

Ao total, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. O primeiro alvo foi detido em Novo São Joaquim, em Mato Grosso e Aragarças, Goiás.

Leia mais sobre a operação aqui: Esquema que desviou verba de revitalização de praça caí na mira da PF em MT

Veja nota do prefeito:

O prefeito de Barra do Garças Adilson Gonçalves esclarece que as possíveis irregularidades que levaram à deflagração da Operação Caliandra, nesta quarta-feira (10), pela Polícia Federal são anteriores à sua gestão. A licitação para a revitalização da Orla do Rio Garças e da Praça Domingos Mariana ocorreram em 2020.

O objeto da operação são dois convênios celebrados entre a Caixa Federal e a Prefeitura Municipal de Barra do Garças e o montante é de R$ 9 milhões em recursos da União. A operação tem como alvo a apuração de suposta fraude à licitação e desvio de recurso público.

“Em 2020 ocorreu a licitação e assumimos a gestão em 2021, nós verificamos que as duas empresas que estavam tocando a obra, aparentemente, não tinham condições financeiras nem estrutura para tocar uma obra de tamanho e vergadura. De pronto, já entramos em contato com a Caixa Econômica Federal, fizemos diversas reuniões e chegou no ponto que, no ano de 2022, nós entendemos pela rescisão do contrato diante de supostas irregularidades que agora estão sendo apurados pela Polícia Federal. Não compactuo com este tipo de procedimento e entendi por bem fazer a rescisão desses dois contratos”, explicou o prefeito.

A situação atual é que os dois convênios estão no status de obra paralisada e a Prefeitura vem buscando solução junto à Caixa Econômica Federal com objetivo de sanar todas as irregularidades que vão desde o projeto, renovação de licenças e há indícios de que viriam irregularidades desde a expedição de licença ambiental.

“Quando assumi a gestão, tomei medidas para que a rescisão do contrato ocorresse e quero dizer que me coloquei à disposição da Polícia Federal para fornecimento de documentos, friso que não existe nenhuma regularidade durante a minha gestão”, afirmou.

Em relação à notícia de eventual participação de servidores, o prefeito garante que serão devidamente apuradas dentro do âmbito policial e no administrativo, através de instalação de Procedimento Administrativo, mais uma vez friso que trabalhamos para fazer uma gestão eficiente e transparente”, esclareceu.

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