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Economia Terça-feira, 07 de Dezembro de 2021, 12:22 - A | A

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NINGUÉM AGUENTA MAIS

Energia deve ter aumento de mais de 19% em MT, aponta consultoria

Felipe Leonel

Repórter | Estadão Mato Grosso

Frente uma das maiores crises hídricas dos últimos 100 anos, a criação de bandeiras tarifárias para compensar a geração de energia térmica não foram suficientes para cobrir os gastos com as usinas termelétricas. Este cenário é o principal motivo para que a tarifa da energia elétrica tenha um aumento médio de 19% em todo o território nacional, a partir de 2022, aponta a TR Soluções. Desse percentual, 12% são referentes ao déficit das “contas bandeiras”.

“A maior parte do aumento se deve ao déficit da conta bandeiras a ser considerado em cada processo tarifário individual de 2022, o que representa a diferença entre as despesas de responsabilidade das bandeiras e as receitas decorrentes de seu acionamento e do prêmio de repactuação do risco hidrológico dos contratos regulados na modalidade quantidade”, explica.

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De acordo com o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, as 53 concessionárias que distribuem energia no Brasil devem ter um saldo deficitário de R$ 17,8 milhões no próximo ano em razão dos altos custos de geração energética por termelétricas.

Apesar de não apontar qual deve ser o aumento por concessionária ou por estado, Helder afirma que as tarifas projetadas para 2022 da Energisa Mato Grosso (EMT) “devem apresentar variação acima da média informada”, que é de 19%.

As projeções foram calculadas por meio do Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE), plataforma da TR que, há uma década, reproduz os cálculos tarifários de acordo com os procedimentos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), incluindo parâmetros como condições do mercado da distribuidora, contratos de energia, variação do dólar, dentre outros.

De acordo com os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrica (NOS), compilados pela TR Soluções, a geração de energia por meio das termelétricas foi 64% maior em relação ao produzido no ano anterior. Entre 3 de dezembro de 2019 até 2 de dezembro de 2020, foram 8.069 megawatts (MW), enquanto que no mesmo período, entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021, foram 13.251 megawatts (MW).

A disparada do preço na geração de energia térmica ocorreu devido ao aumento dos preços dos derivados dos combustíveis, utilizados pelas usinas.  

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