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Economia Domingo, 20 de Dezembro de 2020, 07:56 - A | A

Domingo, 20 de Dezembro de 2020, 07h:56 - A | A

DO BRONZE AO OURO

Cuiabá é a cidade que mais gera energia solar no Brasil

Geração fotovoltaica cresce 140% em 2020 e faz a capital encerrar o ano no 1º lugar do ranking nacional; Sorriso entra para o ‘top 10’

Priscilla Silva

O mercado de energia limpa cresceu em Mato Grosso durante o ano de 2020. No ano considerado como ‘o pior de todos’ pela prestigiada revista Times, o mercado de energia renovável teve seu momento de pujança. Como resultado, Cuiabá encerra 2020 como líder dos municípios brasileiros com maior potência fotovoltaica instalada do Brasil. Para o setor, contraditoriamente, a crise da pandemia serviu de motivação para o crescimento.

“Tudo o que aconteceu no ano poderia ser ao contrário para a solar, ou seja, poderia reduzir sua participação. Mas as adversidades contribuíram para o bom crescimento, por causa daqueles que entenderam que a solar é sustentável e rentável ao bolso do consumidor final”, aponta Merivaldo Britto, engenheiro eletricista.

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A geração de energia solar fotovoltaica cresceu 140% em Cuiabá, tirando a cidade da 3ª posição do ranking dos municípios brasileiros com maior potência instalada, para o topo da lista. Dessa forma, a potência instalada de energia fotovoltaica saiu de 21,6 (MW), em janeiro, para 51,6 (MW) em dezembro.

No mesmo período, a lista também passou a contar com a participação de outro município mato-grossense. Sorriso encerra o ano como a 10º cidade ‘mais solar’ do país. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

“A procura que mais cresceu foi a residencial. Só durante a pandemia, fechamos contratos para instalação de mais de 3 mil placas solares, só em Cuiabá. É um número muito grande. Isso sem contar com os demais municípios do interior, onde observamos um crescimento, principalmente em cidades do agronegócio”, detalha o especialista.

Após o anúncio da pandemia, em março deste ano, o confinamento das famílias em suas residências se fez necessário para o controle o avanço do coronavírus. Como resultado, cresceu também o consumo de energia, o que levou as pessoas a procurarem alternativas para economizar na conta de luz.

Segundo o engenheiro, só a sua empresa registrou um crescimento de 10% durante a pandemia. E não foi apenas ele quem sentiu os efeitos dessa expansão.

“Em dezembro, passamos o município de Uberlândia (MG). O mal da pandemia veio para essa alavancada da energia solar, pois no momento mais intenso, teve mais concentração de pessoas em casa, mais uso de energia, como ar-condicionado, geladeira e o fator gasto de energia pesou no bolso”, detalha. 

O aumento de tempo de convivência, por causa do isolamento, também ajudou na decisão de mudança para energia solar. O comportamento foi notado pelo engenheiro durante reuniões com os clientes.

“O confinamento forçou mais interação e percepção maior dos gastos, que ficou mais evidente, e uma dor sentida por todos. Isso ajudou para que as pessoas mudassem de filosofia de vida e optassem pela [energia] solar, que é mais barata”, pondera.

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