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Cidades Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2020, 15:23 - A | A

Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2020, 15h:23 - A | A

UFMT

Na primeira semana de aula, alunos ficarão com fome

Modificações estão sendo feitas para que a comida seja produzida no próprio restaurante

Tarley Carvalho

A primeira semana de aula não será de flores para os acadêmicos que precisam do Restaurante Universitário (RU) para se alimentar. Na última sexta-feira, 31 de janeiro, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) emitiu comunicado aos acadêmicos dos campi de Cuiabá e Várzea Grande para avisar que o RU só funcionará a partir do dia 10 de fevereiro, segunda-feira da semana que vem. O motivo é que estão sendo feitas adequações para que a comida possa ser produzida no próprio local.

“A UFMT comunica que no período de 03 a 08 de fevereiro o Restaurante Universitário (RU) do Campus de Cuiabá não funcionará, em decorrência das adequações que a empresa licitada está realizando para que a alimentação seja produzida nas dependências do RU, conforme contrato assinado no último dia 22 de janeiro de 2020. Os serviços de produção e distribuição da alimentação no RU terão início no dia 10 de fevereiro”, diz trecho do aviso.

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O e-mail encaminhado aos alunos também diz que aqueles alunos integralmente subsidiados pela instituição receberão o valor correspondente ao período.

Contudo, há aqueles alunos que não são integralmente subsidiados pela instituição e que dependem do RU para se alimentar. Atualmente, o valor da refeição – almoço e jantar – custa R$ 2,50. Embora possa parecer distante que uma pessoa não consiga se manter por uma semana em um estabelecimento com preço comercial, essa é a realidade de muitos estudantes que só têm acesso a uma alimentação diária graças à política de universalização promovida pelo RU.

Maycon Esquer tem 22 anos e cursa o 5º semestre de Jornalismo na UFMT. Ele é um dos acadêmicos que serão impactados com esse fechamento durante a semana. Além do impacto financeiro, ele ainda cita a dificuldade do trajeto para voltar pra casa.

“Essa semana vai ser muito difícil porque eu moro em Várzea Grande. Eu já tenho que sair daqui uma hora mais cedo pra ir pra UF e agora vou ter que voltar todo dia pra almoçar em casa e depois voltar pra universidade. É muito caro pra comer aí perto”, explicou.

As modificações que serão realizadas no RU visam atender a uma demanda do movimento estudantil, que exigiu a produção das refeições no próprio local. O objetivo é garantir melhor qualidade às refeições e ao serviço prestado.

Estão previstas a instalação de novas catracas e coifas, esta última tem a função de dar vazão à gordura e ao calor em cozinhas de grande porte. Além disso, também estão previstas melhorias na parte elétrica da bancada. Cadeiras e mesas também deverão passar por inspeção. Um gerador elétrico para uso exclusivo do RU também deverá ser instalado.

NOVA DIREÇÃO

A UFMT firmou um novo contrato para gestão do RU. A empresa SJ Alimentação e Serviços, que ficou em 7ª colocação no processo licitatório. Apesar de sua posição na disputa, ela se tornou apta a assumir o serviço depois de três empresas serem desclassificadas e outras três terem desistido de prestar o serviço.

Uma das expectativas com as mudanças é que os pratos fiquem disponíveis mais rapidamente, já que serão produzidas no mesmo local em que serão servidos. Além disso, também é esperada uma diversificação maior. Outra mudança que deverá ocorrer é a substituição da margarina pela manteiga, menos prejudicial à saúde. Embutidos – alimentos triturados e “condicionados” em tripas naturais ou artificiais – foram excluídos e a variedade de frutas nas refeições foi ampliada.

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