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Brasil Sábado, 13 de Novembro de 2021, 21:01 - A | A

Sábado, 13 de Novembro de 2021, 21h:01 - A | A

RETALIAÇÃO

Líder indígena que fez denúncias na COP26 tem casa invadida pela 2ª vez

Alessandra Munduruku e a família não estavam no local quando casa foi invadida

g1

A líder indígena que denunciou projetos na COP26, Alessandra Munduruku, teve a casa invadida na sexta (12) em Santarém, no oeste do Pará. O caso aconteceu no bairro Laguinho e não havia ninguém no imóvel quando aconteceu a invasão.

Ao g1, Alessandra Munduruku contou que retornou da COP26 no dia 9 de novembro e sentiu que algo ruim poderia acontecer.

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No dia seguinte homens que disseram ser funcionários da concessionária de energia elétrica foram até a casa da líder indígena para suspender o fornecimento do serviço, alegando ser para fazer reparos técnicos.

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Por se sentir insegura, Alessandra Munduruku e os dois filhos resolveram dormir em outro local, já que a casa estava sem energia. O esposo de Alessandra foi quem percebeu que a casa tinha sido invadida ao retornar do trabalho.

“Somente na minha casa foi desligada a energia. Eu falei para minha família que não iria dormir naquela casa escura, porque já teve o primeiro ataque em 2019 e hoje quando o meu esposo chegou do trabalho ele percebeu que a casa tinha sido invadida”, contou Alessandra.

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Ao retornar para o imóvel, Alessandra percebeu que a ação criminosa resultou no furto de uma pasta com diversos documentos, além do cartão com o registro das câmeras de segurança e uma quantia de R$ 4 mil em dinheiro que seria utilizada para um outro evento relacionado às demandas dos povos indígenas.

O caso foi registrado pela Polícia Federal e uma perícia foi realizada na casa de Alessandra. Um inquérito deverá ser instaurado para investigar o caso.

Participação na COP26
Na COP26 Alessandra Munduruku defendeu o território indígena e denunciou crimes ambientais, além da instalação de hidrelétricas na região.

“Falamos sobre os projetos de lei que vai afetar os povos indígenas, de projetos de construção de hidrelétrica São Luiz Tapajós e fizemos várias denúncias para proteger o território”, contou Alessandra Munduruku.

Primeira invasão
Esta não é a primeira vez que a residência de Alessandra Munduruku é invadida. Em novembro de 2019 novamente ela sofreu um ataque.

Na ocasião foram levados compuradores, pen drivers, cartões de memórias e relatórios do trabalho desenvolvido com o Povo Munduruku.

Alessandra contou ao g1 que já foi ameaçada e já recebeu bilhetes por conta da atuação em prol das causas dos povos indígenas da região.

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