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Política Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020, 17:56 - A | A

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020, 17h:56 - A | A

APÓS APRESENTAÇÃO DE RECEBIDOS

MPMT arquiva pedido para apurar compra de máscaras personalizadas

Rafael Machado

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) indeferiu e arquivou o pedido de investigação contra os deputados estaduais Eduardo Botelho (DEM), Elizeu Nascimento (PSL) e Max Russi (PSB). Os três foram acusados pelo Observatório Social de Mato Grosso de, possivelmente, utilizar verba pública para adquirir máscaras personalizadas com seus nomes.

O pedido de investigação partiu do próprio presidente do Legislativo para esclarecer a denúncia vinculada em uma matéria jornalística.  

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“A matéria veiculada noticiou que o Observatório Social de Mato Grosso, associação civil sem fins lucrativos, está investigando se a compra de máscaras personalizadas com os nomes do atual Presidente da ALMT e dos deputados Elizeu Nascimento e Max Russi, foi realizada com recursos da Casa de Leis; o que caracterizaria ato de improbidade administrativa”, diz trecho da decisão. 

O órgão encaminhou ofício ao presidente da Assembleia para que apresentasse as notas fiscais para comprovar que os equipamentos que não foram adquiridos com dinheiro público. 

Em resposta ao MP, Botelho afirmou que as máscaras foram compradas com recursos próprios de cada deputado e distribuídas às equipes de seus gabinetes. Ele pediu que a situação fosse apurada para “desfazer o equívoco”. 

O subprocurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Junior destaca que foram juntados recibos das compras que comprovam que as máscaras foram compradas pelos deputados com recursos próprios.  

"Destarte, há de se reconhecer que as máscaras relacionadas na matéria jornalística veiculada na emissora de TV Centro América [...] foram adquiridas com recursos próprios dos deputados ali mencionados, até porque não foi apontado qualquer indício de prova em sentido contrário na referida matéria”, diz trecho da decisão proferida no último dia 18. 

“Sendo assim, prestados os devidos esclarecimentos pelos deputados estaduais acompanhados da documentação juntada aos autos, de rigor o indeferimento da instauração de procedimento investigativo. Diante do exposto, promovo o arquivamento da notícia de fato”, decidiu Deosdete. 

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