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Polícia Terça-feira, 13 de Dezembro de 2022, 09:44 - A | A

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CAOS EM BRASÍLIA

VÍDEO: Prisão de indígena de MT foi estopim para noite de terror em Brasília

Daniel Guimarães

Repórter | Estadão Mato Grosso

As cenas de terror vividas em Brasília na noite desta segunda-feira, 12 de dezembro, com a tentativa de invasão ao prédio da Polícia Federal por bolsonaristas, foi motivada pela prisão do indígena José Acácio Serere Xavante, natural de Poxoréu (MT). O indígena foi detido após participar de manifestação pedindo a anulação da eleição presidencial, que terminou com vitória de Lula (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A prisão de José Acácio foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob argumento de garantia da ordem pública, devido a indícios da prática de crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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A PGR alega que ele tem usado sua posição como líder do povo Xavante para arregimentar indígenas e incentivá-los a cometer os mesmos crimes. José é conhecido nas redes sociais por fazer oposição ferrenha a Lula, inclusive com ameaças e com incentivo para que seus apoiadores cometam crimes contra o petista.

José é filiado ao partido Patriotas e foi candidato a prefeito em Campinápolis em 2020. Na eleição, o indígena teve apenas 689 votos e não foi eleito. O indígena se identifica como pastor evangélico e, em documento submetido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época em que foi candidato, se apresentou como missionário e líder da Terra Indígena Parabubure.

Após sua prisão, José gravou para pedir que a onda de vandalismo em Brasília se encerre.

“Estou em paz e quero pedir que os senhores venham viver em paz. Não pode continuar o que aconteceu, infelizmente, essa destruição dos carros, o ataque à sede da Polícia Federal”, disse o indígena.

*Estagiário sob supervisão do editor Gabriel Soares

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