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Polícia Sexta-feira, 29 de Outubro de 2021, 15:26 - A | A

Sexta-feira, 29 de Outubro de 2021, 15h:26 - A | A

TRIBUNAL DO CRIME

Sete pessoas são indiciadas pela morte de jovem em VG

Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá concluiu a investigação de um homicídio cometido a mando de uma facção criminosa, na região metropolitana da Capital, e indiciou sete pessoas por homicídio qualificado (motivo torpe, mediante crueldade e recurso que impossibilitou a defesa e à traição ou emboscada). O crime vitimou o jovem João Gabriel Silva de Jesus, 20 anos, morto por supostamente ser um informante da polícia.

Um dos envolvidos foi preso nesta quinta-feira (28.10). Outros dois foram presos anteriormente no mês de setembro, e dois estão foragidos.

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Tribunal de execução

João Gabriel foi atraído até uma casa no Jardim Eldorado, em dezembro de 2018, onde foi julgado no 'tribunal do crime' por supostamente ser informante da polícia e denunciar ações criminosas ocorridas no bairro.

Conforma a investigação minuciosa conduzida pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, no celular da vítima, os investigados identificaram que João Victor seria um informante e decidiram, então, executá-lo. O rapaz foi torturado e espancado e depois atingido por disparos de arma de fogo.

Ele também ainda sofreu lesões por arma cortante no pescoço e no crânio, o abdômen dilacerado, o que causou a exposição das vísceras, e teve uma das mãos amputadas.

O corpo foi desovado em um terreno baldio no bairro Parque Paiaguás, na região do São Mateus, onde foi localizado no dia 21 de dezembro de 2018, em decomposição, três dias após o desaparecimento de João Victor ser registrado.

Investigação

As diligências efetuadas pela DHPP, que reuniram dezenas de relatórios, oitivas, checagem de dados, laudos de necropsia e balística, chegaram à identificação de quatro envolvidos diretamente na execução, para atrair e levar a vítima até a cena do crime e na execução do homicídio.

Outras pessoas também atuaram indiretamente com ações acessórias que incluíram a remoção do corpo da casa para levar até o local onde foi desovado, o sumiço da motocicleta usada pela vítima e também aqueles que cuidaram, entre outros detalhes, para dar fim aos veículos utilizados no crime.

“Foi um crime chocante, executado para demostrar força e medo e passar um sentimento de poder em relação aos executores. Mas, a atuação da Polícia Civil conseguiu, através de um trabalho minucioso, levantar e identificar os envolvidos no crime”, comentou o delegado Caio Albuquerque, que conduziu a investigação e a conclusão do inquérito.

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No dia 29 de setembro deste ano, dois executores diretos do homicídio foram presos. Um deles é a pessoa que atraiu a vítima para a casa onde ocorreu o crime e trouxe o celular de João Victor para ser vistoriado por outro criminoso, que teria uma função mais importante no grupo criminoso, e determinou a morte da vítima.

Todos os envolvidos no homicídio têm passagens criminais.

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