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Opinião Sábado, 06 de Novembro de 2021, 06:00 - A | A

Sábado, 06 de Novembro de 2021, 06h:00 - A | A

EDITORIAL - 06/11/2021

Vitória parcial

Da Editoria

Editoria | Estadão Mato Grosso

Desde que a pandemia começou, a corrida da vacinação tem uma meta clara: cobrir pelo menos 70% da população com as duas doses. É o número ‘mágico’ que, segundo cálculos estatísticos, consegue garantir que a proteção coletiva e impede que a pandemia volte a atingir o patamar de descontrole. Agora, Cuiabá faz parte do seleto grupo de cidades que atingiu esse patamar de imunidade coletiva da população adulta, com mais de 306 mil pessoas vacinadas.

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É motivo para comemorar, mas não tanto. Ao mesmo tempo em que confirmou o patamar de imunidade coletiva, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que está tendo dificuldades para avançar na vacinação de adolescentes. Cerca de 42% do público esperado sequer realizou o cadastro para receber a primeira dose do imunizante. Além disso, 10% do público adulto também não apareceu para receber a vacina.

O problema com a vacinação dos adolescentes é causado pelo próprio governo federal, que envia mensagens dúbias e alimenta a desinformação sobre a necessidade de imunização para esse grupo. Isso porque o próprio Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de jovens dias após o início, usando uma informação falsa como justificativa: a de que não havia comprovação do benefício da vacinação para esse público. Essa alegação não resistiu ao teste da verdade e o Ministério voltou atrás dias depois, mas já estava plantado a semente da discórdia nos corações de uma legião de pessoas que segue cegamente as palavras do presidente.

Enganados por informações falsas emitidas até mesmo por órgãos oficiais, os pais e responsáveis desses adolescentes decidiram não levá-los para vacinar. A reportagem do Estadão Mato Grosso conversou com vários desses pais em reportagens já publicadas. Seus motivos para não levar os filhos ao posto de vacinação são embasados em informações falsas, já desmentidas repetidas vezes por médicos e especialistas em saúde coletiva.

Infelizmente, o público jovem é justamente o mais exposto às situações de risco de contágio. São pessoas que estão em idade escolar e precisam conviver diariamente com centenas de outras pessoas. E como vimos, muitas delas não estão imunizadas, o que cria um ambiente propício para a proliferação do vírus.

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A vitória sobre o vírus está a um passo, depende apenas da ação individual. Diferente daqueles tempos caóticos vividos no ano passado, agora temos vacinas em quantidade suficiente. Basta que cada um faça sua parte para derrotarmos de vez esse inimigo. Vacinar-se também é um ato de solidariedade, porque não se trata apenas de se proteger, mas de proteger toda a nossa comunidade.

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