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Opinião Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021, 06:00 - A | A

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EDITORIAL - 27/10/2021

Até onde vamos?

Da Editoria

Editoria | Estadão Mato Grosso

As estimativas feitas pelos economistas até algum tempo atrás apontavam que a inflação começaria a recuar em outubro deste ano, quando a economia brasileira ganhasse fôlego em seu movimento de recuperação. O resultado mais recente do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, lançou por terra essa teoria. Sob o impacto do alto custo da energia elétrica e dos combustíveis, o IPCA-15 subiu 1,20% em outubro, atingindo o pior resultado para o mês desde 1995.

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Ainda há quem acredite que outubro será o pico da inflação, embora haja muitos sinais que apontem no sentido contrário, como a mais recente alta nos preços dos combustíveis, que começará a surtir efeitos nos próximos dias. Neste caso, o problema maior é o aumento no preço do diesel, que está na base de todas as atividades econômicas. Por isso, a alta do diesel tende causar ‘ondas de choque’ em todos os produtos consumidos rotineiramente pelos brasileiros.

As projeções para a inflação deste ano já estão sendo revisadas para cima mais uma vez. Na última semana, o Banco Central já havia admitido que sua projeção já se aproximava de 9%, mas os especialistas do mercado têm previsões menos otimistas. Antes, falavam em 9,2%. Com a divulgação do novo IPCA-15, já se fala em até 9,5% de inflação neste ano. Isso não considera, claro, os aumentos que ainda podem vir nos preços dos combustíveis ao longo dos próximos dois meses, algo que certamente acontecerá diante da valorização do petróleo no mercado internacional e da desvalorização do real frente ao dólar.

Nesta quarta-feira (27), o Banco Central deve dar sua resposta imediata para o problema da inflação. Com o péssimo resultado do IPCA-15, a tendência é que o BC eleve a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual (p.p), fazendo com que os juros básicos alcancem 7,75% ao ano. Já há quem acredite que a Selic pode fechar o ano em 10%, em uma tentativa de conter a deterioração das expectativas de inflação.

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Como tem sido desde o começo do ano, as incertezas políticas e fiscais seguem contaminando o cenário econômico brasileiro, criando mais dificuldades para a plena recuperação de nossa economia. E como já diziam os antigos, a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Neste caso, arrebenta as famílias de trabalhadores que têm cada vez mais dificuldades para garantir o pão de cada dia. O Brasil segue como um barco sem rumo, navegando nas águas turbulentas de um planeta em crise. Até onde vamos?

 

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