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Mundo Terça-feira, 17 de Novembro de 2020, 16:13 - A | A

Terça-feira, 17 de Novembro de 2020, 16h:13 - A | A

ATÉ 15 DE JANEIRO

Trump vai retirar parte dos militares do Iraque e do Afeganistão antes da posse de Biden

Decisão foi tomada pelo presidente Donald Trump, que pretendia inicialmente fazer uma retirada total dos soldados americanos nesses dois países

G1

O Pentágono anunciou nesta terça-feira (17) a redução do contingente militar dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque até janeiro. No entanto, diferentemente do que o presidente Donald Trump inicialmente queria, não haverá retirada completa até lá.

Segundo a imprensa americana, a redução deverá ocorrer até 15 de janeiro — ou seja, cinco dias antes de o democrata Joe Biden tomar posse como presidente dos EUA. Embora Trump se recuse a reconhecer a derrota nas eleições de novembro e tente impedir a transição, a equipe do presidente eleito já conversa com integrantes do governo americano.

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No Afeganistão, o número de militares americanos cairá de 4,5 mil para 2,5 mil. No Iraque, a redução será mais tímida: apenas 500 voltarão para casa, restando outros 2,5 mil soldados em solo iraquiano.

A decisão foi tomada por Trump junto ao novo secretário de Defesa, Cristopher Miller, que ocupa interinamente o cargo desde a demissão de Mark Esper. 

Líder republicano adverte Trump

O retorno de militares americanos no Oriente Médio era uma das bandeiras de campanha de Trump ainda na eleição de 2016. Neste ano, ele retomou o tema em diversos comícios e discursos, como o tradicional Estado da União em fevereiro. Na ocasião, o presidente apresentou, como surpresa aos familiares, um militar que havia acabado de retornar do Afeganistão, onde estava em serviço.

No entanto, Trump não conseguiu se reeleger. Com isso, o próprio líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, um dos maiores aliados da Casa Branca, advertiu o presidente nesta terça contra qualquer grande mudança no Departamento de Defesa ou nas política externa dos EUA — isso inclui, segundo o senador, grandes retiradas no Iraque e no Afeganistão.

Na segunda-feira, McConnell disse que apenas "uma pequena minoria" no Congresso aprovaria as decisões de Trump sobre as retiradas dos militares. "Seria abandonar nossos aliados no Afeganistão", afirmou.

Lideranças políticas americanas temem que a retirada dos militares enfraqueça governos aliados dos EUA. É o caso do Afeganistão, país com o qual a Casa Branca tenta costurar um acordo de paz com o grupo terrorista islâmico Talibã.

Apesar das tentativas de um cessar-fogo entre o governo afegão e a facção extremista, observadores internacionais têm observado que o Talibã não está cumprindo com os requisitos do acordo e, inclusive, continua a fazer ataques a civis no Afeganistão.

O secretário de Defesa em Exercício, Cristopher Miller, nega que a retirada coloque em risco militares americanos ou governos aliados.

"Se forças de terror, instabilidade, divisão e ódio começarem uma campanha deliberada para prejudicar nossos esforços, estaremos prontos para aplicar as capacidades requisitadas para aniquilá-las", disse Miller.

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