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Eleições 2020 Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020, 10:56 - A | A

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020, 10h:56 - A | A

SEGUNDO TURNO

Debate entre Abílio e Emanuel é marcado por troca de acusações e bate-boca

Rafael Machado

Os candidatos a prefeito de Cuiabá, Abílio (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB), que estão no segundo turno, participam neste momento do debate realizado pela TV Vila Real, afiliada da Record TV.  

Acompanhe ao vivo o debate:

Primeiro bloco os candidatos responderam a pergunta feita pelo mediador do debate, Antônio Carlos Silva, se caso houver uma segunda onda em Cuiabá quais serão as ações serão colocados em prática, caso sejam eleitos, para enfrentar a doença.

Abílio disse que pretende fazer parceria com o Governo do Estado para estender as ações e programas do Centro de Triagem para outras regiões da Capital.

“De maneira nenhuma vamos implantar rodízio de CPF com placa de carros, de maneira nenhuma reduzir o número de transporte público, nós queremos medidas sérias, com pessoas qualificadas e vamos trazer técnicos pra isso, para poder dar solução efetiva para salvar a vida das pessoas”.

Emanuel comentou que a diferença entre ele e seu candidato e que as ações já estão sendo executadas na cidade. “Praticamente 80% da população se curou ou se protegeu da Covid-19 graças a medidas adotadas pela Prefeitura Municipal de Cuiabá com equilíbrio, com responsabilidade, com serenidade e com decisões técnico-cientificas lideradas pelo prefeito da Capital e seguindo os protocolos da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e do comitê técnico que criamos de enfrentamento da Covid -19”, respondeu.

Logo após, eles começaram a responder perguntas feitas pelos jornalistas do grupo A Gazeta.  O repórter do grupo, Lazaro Thor Borges questionou Emanuel se acha contraditório o fato da única testemunha que veio publicamente defende-lo do caso do paletó por estar sendo investigado pelo Ministério Público por falso testemunho.

“O senhor Valdecir Cardoso, ele é testemunha de acusação do Ministério Público Federal no processo que corre na Justiça Federal onde vamos provar que nada temos a ver nesse lar de lama que nos envolveram na delação do ex-governador do Estado. Se ele serve como testemunha de acusação do Ministério Público Federal você imagina a credibilidade que ele deve ter, porque até ele homem de confiança do governador, ele era homem de confiança do então chefe de gabinete e foi ele que instalou as câmeras e relacionou os deputados, não sei o motivo desse drama, só que ele mesmo já falou, inclusive na CPI da Câmara Municipal, que então deputado Emanuel Pinheiro nada tinha ver, não estava naquela relação”, disse Emanuel.

O jornalista perguntou a Abílio se pretende auditar os contratos assinados da gestão de prefeito do então governador Mauro Mendes (DEM) ou pretende focar apenas focar na administração de seu adversário.

“Qualquer contrato que demostrar suspeito será investigado. Nós não vamos passar pano. Nós focaremos na investigação daquilo que estiver irregular na Prefeitura de Cuiabá”, respondeu.

A segunda jornalista que fez perguntas foi Nayara Moura. Ela questionou Emanuel se a estratégia de tentar cassar o mandato de seu adversário na Câmara Municipal deu errada ou se o resultado era aquilo que ele esperava.

“Sempre me pautei por uma relação republicana e institucional com o Legislativo. Não me envolvo nos problemas internos do Legislativo. Para se der uma ideia criaram uma CPI absurda com intuito de me desestabilizar e me tirar do poder, assunto que era deputado estadual e, mesmo assim, em respeito à democracia, a transparência a população cuiabana eu não questionei essa CPI”.

Ela ainda perguntou se a derrota de aliados na Câmara nesta eleição é também sua derrotada, o candidato respondeu que dos 12 reeleitos, sete são da base. Ele comentou que o líder da Câmara, Luis Cláudio, foi o sétimo vereador mais votado dos 25, mas perdeu devido ao sistema eleitoral, assim como outros candidatos de sua coligação.

Nayara perguntou se acha arriscado ter duas pessoas governando a prefeitura, após citar que o candidato a vice da chapa dele, Felipe Wellaton, pretende governar junto com Abílio, caso seja eleito.

“Não é arriscado ter dois governando no mesmo poder e nós vamos mostrar que isso é possível. Nós não temos compromissos com partidos políticos ou loteamento da máquina pública como é feita na atual gestão do município de Cuiabá, nós temos compromissos com a população cuiabana e vamos mostrar que Cuiabá terá dois prefeitos amigos, dois prefeitos que lutam com o mesmo proposito, dois prefeitos que querem melhorar o serviço público de Cuiabá”, respondeu.

A jornalista ainda questionou sobre as acusações de ser desiquilibrado.

“Se tive equilíbrio para enfrenta-lo durante esses quatro anos, pra sobreviver na Câmara Municipal cheio de pau mandado dos meus adversários, para sobreviver as mentiras contadas pelo meu adversário para sobreviver de todo o dinheiro da máquina pública que foi lutado pela gente, se tive equilíbrio para vir até essa emissora enfrentando um monte de servidor público que está na lá fora, fantasiado de fantasma para defender o meu adversário, se tive equilíbrio de ir as audiências públicas e até levar tapa na cara, mas continuei em pé, se tive equilíbrio para mostrar um hospital inaugurado de maneira inacabada e fui agredido pelos seus aliados políticos, tive equilíbrio para mostrar com as propostas e fazer o combate a corrupção com resultado, eu terei muito equilíbrio que Deus me deu até agora e sabedoria para mudar a história de Cuiabá”, disse Abílio.

O terceiro jornalista que fez perguntas foi Pablo Rodrigo. Ao candidato Emanuel Pinheiro, ele perguntou se acredita que a população cuiabana está convencida que o dinheiro pago pelo Silval Barbosa era para pagar dívida do seu irmão.

“Isso será provado no foro competente. Eu já disse que não tenho nada a haver com esse lar de lama, era o homem erado na hora erada”, respondeu.

Emanuel ainda comentou que na quinta-feira (26), a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a operação que afastou o secretário Luiz Antônio Possas do cargo, por unanimidade.

Para Abílio, o jornalista perguntou sobre as criticas que ele tem feito aos seus colegas de parlamento que durante o período de pandemia eles teriam recebido verba indenizatória, mas logo que voltou após a cassação ele teria recebido cerca de R$ 80 mil da verba e ainda pontou que pontou que após ter sido eleito indicou 10 pessoas para nomeação do prefeito. Ele questionou qual o Abílio que o eleitor pode esperar: da retórica ou da prática.

“Desde o momento que eu entrei na Câmara Municipal tenho lutado contra a corrupção. Não aceito chantagem, não aceito jogo político. Quando voltei no período da covid percebi que era necessário fiscalizar, nós usamos os recursos públicos da Câmara Municipal para fiscalizar e consegui recuperar para o nosso município mais de R$ 3 milhões. R$ 840 mil era para ser gasto com três drones para voar dentro de condomínio fechado. O prefeito de Cuiabá estava comprando kit-covid em loja de sex shop”.

Nos demais blocos do debate foram marcados por troca de acusações e provocações entre os candidatos.

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