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Cidades Sábado, 04 de Dezembro de 2021, 07:10 - A | A

Sábado, 04 de Dezembro de 2021, 07h:10 - A | A

CAMPANHA LAÇO BRANCO

Ativistas se unem em 4ª Caminhada pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Assessoria de Imprensa

Neste domingo, 5 de dezembro, o Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra a Mulher, alinhado à iniciativa da Organização das Nações Unidas, realiza a 4ª Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres em todo o país.

Em Cuiabá, ela terá sua concentração na Praça Central do Parque Mãe Bonifácia, às 9 horas. A atividade acontece, de forma concomitante, em várias capitais brasileiras e em várias partes do mundo. Com mulheres se unindo por uma causa que diz respeito a todos: o fim da violência contra mulheres e meninas.

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A caminhada, na capital mato-grossense, faz parte das atividades dos 21 Dias de Ativismo, pela erradicação da violência e pela garantia dos direitos das mulheres. E no país, dos 16 dias de ações dentro destas mesmas bandeiras e lutas.

As atividades dos 21 dias ativismo uniram quatro coletivos - Grupo Até Quando, Mulheres do Brasil [Núcleo Cuiabá], Ampara Elas e Virada Feminina de MT – e as ativistas vêm cumprindo desde o dia 19 de novembro, uma extensa agenda de atividades. Desde panfletagem para conscientização sobre a necessidade de mudanças e fim da violência contra a mulher em espaços icônicos como Mercado do Porto, centro da cidade e em bares, até a realização de mostras de arte, eventos musicais e palestras em escolas.

‘Mulheres que inspiram e fazem a diferença'
No dia seguinte à 4ª Caminhada, na manhã de segunda-feira (06 de dezembro), o Conecta 21 realiza outra atividade, desta vez no Comando Geral da Polícia Militar. Unindo os coletivos pela Campanha do Laço Branco, dentro de uma corporação onde grande parte é constituída de homens.

A Campanha Laço Branco teve início no Brasil, em 1999, coordenada por uma Rede de Homens que trabalham pela Equidade de Gênero. Mas nascida em dezembro de 1989, em Montreal, no Canadá, após o assassinato de 14 estudantes dentro de uma escola por um homem que aos gritos, dizendo que odiava feministas, ainda 14 outras pessoas, 10 delas mulheres e depois se matou.

Depois desta tragédia e como uma forma de mostrar que boa parte dos homens não compactua com a violência, um grupo de homens canadenses criou a Campanha, chamando-a de Laço Branco, como símbolo da não violência contra a mulher. E ela, graças a Deus, se espalhou pelo mundo.

No Comando Geral da PM, o evento denominado - 'Mulheres que fazem a diferença nos espaço de poder e que inspiram outras’ -. coordenado pela Lírios [Organização da Sociedade Civil de Atendimento Psicossocial à Mulheres e Crianças em Situação de Violência], fará uma bela homenagem à várias profissionais, por suas lutas sem tréguas pela equidade de poder e pelo fim da violência.

O evento ainda quer, além de parabenizar estas mulheres de coragem, convocar os homens a se mobilizarem em ações pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher.

Entenda a 4ª Caminhada pelo Fim da Violência
Vestindo laranja, a cor dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, no Brasil, a 4ª Caminhada deste domingo, ocorrerá em mais de 40 cidades brasileiras e promete uma mobilização gigante.

Em São Paulo, a caminhada sairá da Avenida Paulista, 2424 (Praça dos Ciclistas – avenidas Paulista com a Consolação) começando a concentração às 9h –, e percorrerá a Paulista até a Casa das Rosas, em frente ao número 37.

As estatísticas da violência contra as mulheres são alarmantes. Segundo a ONU, cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida, apenas por causa de seu gênero. A violência de gênero é considerada pela organização uma pandemia global.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública o início da pandemia trouxe uma situação dramática para as mulheres que ficaram confinadas em casa com seus agressores: os números de denúncias diminuíram. Isto significa que as mulheres não conseguiam pedir ajudar, apesar do aumento considerável dos casos de violência doméstica. Dados do órgão revelam que em 2020 foram registrados 1350 feminicídios no Brasil, um caso a cada seis horas e meia.

Segundo o Ministério da Família, houve um crescimento de 6% para os casos de feminicídios, e de 34% para denúncias do canal 180, neste último ano, comparado com o mesmo período do ano passado.

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