O deputado Wilson Santos elogiou a decisão do Governo de Mato Grosso, de promover a substituição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) movidos a eletricidade em Cuiabá e Várzea Grande. Para ele, a decisão foi “acertada” e trará somente benefícios, uma vez que o modal de transporte já está implantado e em pleno funcionamento em várias cidades do Brasil, o que atesta sua eficiência.
As declarações acerca do modal foram feitas após reunião em que o governador Mauro Mendes apresentou aos deputados estaduais os estudos técnicos elaborados pelo Governo do Estado e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, que subsidiaram a decisão de mudança do modal.
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“A decisão do governador de optar por este modal foi acertada. Esse modal está em Curitiba, está sendo implantado em São José dos Campos, em Campinas, no Rio de Janeiro. O VLT do Rio de Janeiro, por exemplo, está próximo da falência. O Brasil não tem essa cultura ainda e Cuiabá e Várzea Grande vão receber o modal que lá em 2010 deveria ter sido feito”, disse Wilson.
Ainda segundo o deputado, a mudança traz inúmeras vantagens, principalmente ao cidadão usuário do sistema de transporte coletivo, quando no comparativo com a implantação do VLT. Isso porque o valor da tarifa será mais acessível, a possibilidade de prolongamento dos corredores do BRT é maior, além de ser uma obra de mais rápida execução e de menor custo.
“Muito mais barato, mais rápido para construir, velocidade maior, leva mais gente. Se quiser expandir para o Pedra 90, vai, para o Santa Isabel também, lá para o Três Barras. Muito mais rápido. Parabéns ao governo que decidiu e decidiu acertadamente”, afirmou.
A tarifa está prevista para ser na faixa de R$ 3,04, enquanto que com o VLT, a tarifa ficaria em torno de em R$ 5,28. Já os investimentos estão estimados na ordem de R$ 430 milhões, com aquisição de 54 ônibus elétricos, e as obras devem durar até 24 meses.
O VLT, por outro lado, custaria em torno de R$ 763 milhões para a conclusão das obras, que tem previsão de término somente em 48 meses. “A malandragem, propina e corrupção fez do processo do VLT estar completamente contaminado. Isso não se resolve em menos de 20 anos juridicamente e não é justo para o contribuinte que isso se arraste, com obra parada”, disse o deputado, que já foi prefeito de Cuiabá.
Wilson parabenizou ainda a coragem da atual gestão do Governo, de apresentar uma solução para o imbróglio que era a retomada ou não do modal de transporte. “Parabéns ao governo que decidiu, enfim. A pior resposta era a indecisão, a continuação desse assunto, paralisado. Entrava ano e saía ano e tudo parado. E o contribuinte pagando. Primeiro, a decisão. Uma decisão acertada.”, concluiu.









