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Política Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020, 10:05 - A | A

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020, 10h:05 - A | A

VLT X BRT

Wellington Fagundes critica a forma de escolha do novo modal

Redação Estadão Mato Grosso

O senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, criticou nesta quarta-feira (23) a forma unilateral pelo governador Mauro Mendes para escolha do novo modal para região metropolita de Cuiabá. Fagundes pontua que o diálogo entre as Câmaras e os Executivos de Cuiabá e Várzea Grande devem ser prioridades.

O posicionamento vem após o Governo do Estado de Mato Grosso anunciar na segunda-feira (21) pelo governador que não irá mais retomar a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que está com obras paralisada há seis anos. O Governo optou como novo modal o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT sigla em inglês) para o transporte nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

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O senador ressalta que sem a participação dos municípios, bancadas políticas e outros poderes a obra do BRT pode desencadear com os mesmos erros do VLT. 

O prefeito reeleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, não gostou da proposta e criticou o governador. Segundo Pinheiro, a mudança representa 'o retrocesso e a falta de respeito com a população de Cuiabá e Várzea Grande'. 

Confira a nota do Wellington na íntegra:

Sobre a questão envolvendo as obras do VLT, o senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, se manifesta da seguinte forma:

Há muito cobro uma decisão sobre as obras do Veículo Leve sobre Trilhos, ligando Cuiabá a Várzea Grande. Especialmente por entender que esta é uma ‘ferida aberta’ no centro das duas cidades, e uma das maiores obras inacabadas do país, se constituindo uma afronta à população.

Durante todo o debate sobre a retomada da obra, sempre defendi, com base em estudos técnicos, uma ampla discussão envolvendo a sociedade de Cuiabá e Várzea Grande, a começar pelos chefes do Poder Executivo (Governador e Prefeitos) e a representação popular na Câmara Municipal das duas cidades.

Sem essa participação - e também dos demais poderes e bancadas políticas - alerto que é provável que se incorra nos mesmos erros que causaram a paralisação do empreendimento.

Como municipalista, importante observar que são as prefeituras e quem tem a autonomia para emitir as licenças de obra e, nesse caso, e de fundamental importância que sejam ouvidas.

Sempre observei que essa decisão - de retomar ou não a obra, ou mesmo alterar o tipo de modal - não deve ser unilateral. Essa ferida aberta, que machuca também, dolorosamente, a população, deve ser enfrentada também à luz das questões jurídicas.

Ressalto ainda que a falta de diálogo em um empreendimento tão grandioso - quer seja VLT ou BRT - termine por delongar outra década sem solução.

De minha parte, reafirmo meu compromisso de seguir defendendo - antes de qualquer decisão sobre qual modal necessário - que haja um debate ágil e multilateral, já que não se trata apenas e tão somente de definição de meio de transporte de massa, e sim de um grande projeto de requalificação urbana.

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