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Política Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 14:47 - A | A

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XADREZ ELEITORAL

VÍDEO: ‘Se dividir, a chance de ganhar diminui’, diz Botelho sobre disputa Jayme vs Pivetta

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) defendeu a manutenção da unidade entre os partidos aliados ao governo e alertou que um eventual racha pode enfraquecer o grupo político que hoje ocupa o campo do centro e da centro-direita em Mato Grosso. A avaliação foi feita ao comentar a disputa pré-eleitoral envolvendo lideranças que já se movimentam para a sucessão estadual.

Atualmente, o vice-governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, é o pré-candidato ao Governo do Estado apoiado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil). Do outro lado, o senador Jayme Campos (União Brasil), que está no final do mandato, também manifesta intenção de disputar o Palácio Paiaguás, cenário que tem acirrado o clima nos bastidores políticos.

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Ao analisar o contexto, Botelho afirmou que a situação atual é menos complexa do que a que enfrentou no passado, quando foi pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá. Na ocasião, a disputa era interna ao próprio União Brasil, com o então deputado federal Fábio Garcia também pretendendo concorrer ao mesmo cargo. “O meu era mais complicado, porque nós dois éramos do mesmo partido”, afirmou.

Segundo o parlamentar, no cenário atual a disputa envolve siglas diferentes, o que abre espaço para construção de acordos. “Hoje não. O Jayme é do União e o Otaviano é do Republicanos”, disse, ao defender entendimento político para evitar a fragmentação do grupo.

Botelho reforçou que o grupo governista ocupa uma posição de centro e centro-direita e que a divisão interna pode favorecer adversários. “Nós somos de centro, o Mauro é de centro, o Otaviano é de centro-direita, o Jayme também. Esse grupo não pode se dividir. Se dividir, a chance nossa de ganhar diminui bastante”, afirmou.

Ao final, o deputado destacou que o momento exige pragmatismo e diálogo, sobretudo diante da força organizada de outros campos políticos no Estado. Para ele, a prioridade deve ser a construção de consensos e não o aprofundamento de disputas internas às vésperas do processo eleitoral.

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