O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende separar a rotina administrativa da articulação eleitoral e garantiu que qualquer movimentação de campanha ficará restrita ao tempo fora do expediente.
Segundo Pivetta, a prioridade neste momento é cumprir a responsabilidade assumida à frente do Executivo estadual. “Trabalhando aqui durante o expediente, cuidando do Mato Grosso, que é essa a minha primeira obrigação. Essa eu já assumi, então essa é a minha obrigação. Espero honrar essa oportunidade. E nas horas de folga, de acordo com a possibilidade e o que a lei permitir, eu vou fazer a campanha”, declarou.
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A fala reforça a tentativa de afastar ruídos sobre eventual uso da máquina pública em benefício eleitoral, num momento em que Pivetta começa a ganhar mais espaço como nome do grupo governista para a disputa de 2026. Ao mesmo tempo, o governador admite que ainda precisa ampliar a própria exposição junto ao eleitorado mato-grossense.
Pivetta afirmou que tem percebido boa receptividade nas agendas pelo interior e avaliou que o reconhecimento ao atual ciclo de gestão pode favorecer sua caminhada política. “Eu me sinto bem por onde eu vou, eu vejo que o povo mato-grossense reconhece que evoluímos muito nesses últimos sete anos e três meses. E eu sou pouco conhecido, então na medida em que eu vou me fazendo conhecer, eu sinto que eu tenho uma boa aceitação”, disse.
O governador também apostou no próprio perfil pessoal como trunfo para estreitar a relação com a população. Segundo ele, a simplicidade no modo de vida e a facilidade de se colocar no lugar das pessoas podem ajudá-lo a construir essa conexão. “As pessoas se identificam comigo porque eu sou uma pessoa muito simples, eu sou uma pessoa acessível, simples, tenho hábito simples, gosto da simplicidade”, afirmou.
Ao assumir o Palácio Paiaguás, Pivetta herdou um governo já consolidado politicamente e administrativamente, mas entra agora na fase em que precisará transformar a vitrine institucional em capital eleitoral. O desafio, como ele próprio reconhece, será se tornar mais conhecido sem perder o discurso de que, antes da campanha, vem a obrigação de governar.
Pivetta foi recém-empossado no comando do Palácio Paiaguás após a saída de Mauro Mendes (União Brasil).







