A tentativa da defesa de Jair Bolsonaro de atribuir a violação da tornozeleira eletrônica a um suposto surto não convence o deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Para ele, “é um argumento que sinceramente não cola”, sobretudo diante das evidências reunidas pela Polícia Federal (PF), que embasaram a prisão preventiva do ex-presidente no fim de semana.
Lúdio afirma que o estado de direito funcionou “em plena normalidade” ao determinar a prisão, após a PF detectar um plano de fuga que envolvia tentativa de romper a tornozeleira perto da meia-noite, mobilização de apoiadores e articulações para que embaixadas recebessem Bolsonaro. O parlamentar lembra que o ex-presidente já estava em prisão domiciliar por razões médicas e, mesmo assim, tentou descumprir a medida.
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“Lógico que isso tem que ser avaliado pelo poder judiciário, por perícia, mas, não cola, né? É um argumento que sinceramente não cola. Por que utilizar um maçarico, um instrumento que é feito para solda, 0h de sexta para sábado, em tese, um horário que é mais propício para quem quer fugir”, disparou.
Além disso, o deputado destaca que o episódio não ocorreu de forma isolada. Segundo ele, a prisão se soma a uma sequência de fugas que já vinha tensionando as instituições — como as de Carla Zambelli e Alexandre Ramagem — e ao próprio desaparecimento de Eduardo Bolsonaro, quadro que, na visão de Lúdio, reforçou a necessidade de uma resposta imediata do Judiciário.
Ele destaca que vídeos e informações técnicas apresentados pela PF tornam a decisão judicial incontestável. “Provas concretas, objetivas, não restou outra alternativa ao poder judiciário do que a decretação da prisão preventiva na sede da Polícia Federal [...] está claramente embasada porque tem inclusive vídeo do Bolsonaro assumindo que tentou retirar a tornozeleira”, concluiu.
Veja vídeo:















