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Política Terça-feira, 25 de Novembro de 2025, 11:36 - A | A

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FOGO AMIGO

VÍDEO: “MT isenta bacanas e cobra do povo”, Jayme acusa desigualdade fiscal praticada por MM

Parlamentar afirma que grandes grupos econômicos recebem benesses enquanto pequenos produtores e comerciantes carregam o Estado nas costas.

Maiara Max

Repórter | Estadão Mato Grosso

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

O senador Jayme Campos (União) elevou o tom ao criticar o modelo de incentivos fiscais adotado em Mato Grosso e a condução do governo estadual. Sem citar nomes, mas em clara referência ao governador Mauro Mendes (União), o parlamentar afirmou que o Estado privilegia um grupo restrito de grandes empresários, o qual chamou de “50 bacanas”, enquanto pequenos produtores e comerciantes arcam com todas as obrigações.

No discurso, Jayme condenou o que chamou de “privilégios” concedidos a cerca de 50 grandes empresários que não pagam o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), contrastando com a realidade de pequenos contribuintes.

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“Vou dar um exemplo para vocês. Vocês sabiam que Mato Grosso tem 50 bacanas aqui que não pagam o Fethab? E o coitadinho, que vende 100 sacas de soja, duas vacas, três bois gordos, paga o Fethab”, afirmou.

Ele destacou que o Estado dispõe de R$ 14 bilhões em incentivos fiscais, mas que os benefícios não chegam a quem realmente precisa.

“O seu João da padaria do CPA, o seu Manoel, dono do açougue… têm incentivo fiscal? Não têm!”, criticou.

Jayme defendeu mudanças profundas no modelo de gestão e afirmou que Mato Grosso vive uma situação de desigualdade que se aproxima de um “apartheid” social.

“O Estado tem que ser para todos”, afirmou o senador ao relatar que ainda na noite anterior recebeu ligações pedindo ajuda para encontrar uma vaga de Unidade de Tratamento Incentivo (UTI) para um paciente de Peixoto de Azevedo, pedido que, segundo ele, não foi atendido por falta de estrutura na região Norte.

Para o senador, a combinação de incentivos concentrados, falta de investimento em áreas essenciais e ausência de políticas públicas para a população mais pobre é reflexo de uma administração que atende grupos econômicos específicos.

“Mato Grosso, lamentavelmente hoje, não pode ter um apartheid que está quase acontecendo por falta de um governador que com certeza tinha compromisso com a maioria da sociedade, não com grupinhos, de poder econômico gigantesco, que desculpa a expressão, está lixando para a população mato-grossense”, disparou.

Ao ser questionado diretamente sobre estar se referindo ao governador Mauro Mendes, Jayme evitou citar o nome, mas não deixou dúvidas sobre o alvo de suas críticas.

“Não falei o nome, você que quer colocar na minha boca. Depois você faça uma reflexão. Você é inteligente e vai saber a quem estou me referindo”, concluiu.

Veja vídeo:

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