Em seu último discurso como governador na abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Mauro Mendes (União Brasil) apresentou um balanço dos sete anos e um mês de gestão, com foco na recuperação fiscal do Estado, no aumento dos investimentos e em obras estruturantes. O pronunciamento ocorreu em meio à expectativa de sua desincompatibilização do cargo até o início de abril, quando deve deixar o governo para disputar uma vaga no Senado, passando o comando ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Mauro relembrou o cenário encontrado ao assumir o Executivo, em 2019, e afirmou que o Estado vivia uma das piores crises financeiras de sua história. “Muitos dos senhores devem se lembrar da dura realidade que o governo de Mato Grosso tinha no final de 2018. Dívidas que chegaram a R$ 3,6 bilhões, salários atrasados, 13º não pago e, na saúde, o Estado tinha baixíssima credibilidade”, declarou.
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Segundo o governador, a reversão desse quadro só foi possível após a aprovação, pela Assembleia, de medidas estruturais como reforma administrativa, controle de despesas e ajustes fiscais. “Com o apoio da Assembleia, começamos a reconstruir marcos importantes para que Mato Grosso pudesse viver longos e prósperos anos após aquele momento”, afirmou.
Ele destacou a mudança na trajetória fiscal, lembrando que o Estado passou anos gastando mais do que arrecadava. “Por dois, quase três anos consecutivos, Mato Grosso gastou mais do que arrecadava. A partir das medidas que propusemos e que foram aprovadas no início de 2019, começamos a mudar essa trajetória”, disse. Como resultado, o Estado saiu da nota C na avaliação do Tesouro Nacional, em 2018, para A em 2021, alcançando A+ nos anos seguintes. “Hoje, só dois estados brasileiros têm essa classificação”, ressaltou.
Mauro também frisou que o crescimento dos investimentos ocorreu com redução do endividamento. “Em 2018, a dívida era de quase R$ 7 bilhões. Fechamos 2025 com R$ 4,43 bilhões. Mesmo fazendo o maior investimento da história do Estado, reduzimos o endividamento público”, afirmou.
Na infraestrutura, citou o que classificou como o maior ciclo de investimentos já realizado. “Em 271 anos, tinham sido feitos 6.400 quilômetros de rodovias asfaltadas. Em apenas sete anos, vamos ultrapassar 7 mil quilômetros”, disse, mencionando ainda a duplicação de 230 quilômetros da BR-163 e os avanços no Parque Novo Mato Grosso, que já recebeu eventos nacionais.
O governador também apresentou dados de emprego e industrialização, afirmando que o Estado vive situação próxima do pleno emprego. “Hoje, o excesso de oportunidades virou um problema, porque está faltando mão de obra”, declarou.
Ao encerrar, Mauro Mendes definiu os resultados como fruto de uma construção coletiva. “É uma obra de todos que vivem aqui e pagam impostos. Cabe ao governo cuidar bem desse dinheiro e devolver à sociedade em forma de investimentos”, concluiu.
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