O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas do governador Mauro Mendes (União) sobre a regularização da área invadida na região do Contorno Leste, em Cuiabá. Para Abilio, há “incoerência” no posicionamento do governador, que afirma ser contra invasões, mas, segundo o prefeito, já promoveu regularizações de ocupações semelhantes quando administrou a capital. A declaração foi dada nesta terça-feira, 2 de dezembro.
Abilio afirmou que ouviu as declarações de Mauro e decidiu responder publicamente. “Ele diz que não apoia invasão, eu também não apoio. Mas a invasão aconteceu enquanto ele era governador. Em 2023 ele era governador, já tinha passado o processo eleitoral. Os envolvidos naquele processo de invasão estavam lá: o então presidente da Assembleia, Eduardo Botelho; Wilson Santos; o Barranco; outros deputados. Tem inúmeros vídeos deles participando na véspera da eleição”, disse.
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Segundo o prefeito, a responsabilidade de impedir a ocupação era do Estado — o que, na avaliação dele, não ocorreu. “O governo de Mato Grosso foi omisso. Ele permitiu com a Polícia Militar que fizessem a invasão. A PM tinha todo o direito de ir lá defender a propriedade. O Catanni [deputado estadual Gilberto Cattani (PL)], na época deputado estadual, cobrou, pediu Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), defendeu o seu João Pinto, e nada foi resolvido.”
Abilio ainda mencionou o assassinato do proprietário da área, João Pinto, crime que continua sendo investigado. “Existem suspeitas até de envolvimento de policiais civis. Essa investigação é do Estado. Quem deveria impedir a invasão em Cuiabá era o governo do Estado por meio da Polícia Militar.”
O prefeito também relembrou que Mauro, quando prefeito de Cuiabá, promoveu regularizações em áreas que também começaram como invasões. “Ele regularizou o Renascer, o Dr. Fábio, o Jardim Vitória. O Renascer era uma propriedade privada. E ele foi lá e regularizou”, ironizou.
Abilio afirmou ser contrário a qualquer ocupação irregular, mas argumentou que hoje o cenário não permite mais retorno. “Todo mundo foi omisso: a PM, a Prefeitura, o Governo do Estado. Passaram três anos, as pessoas estão lá. Encontramos uma saída, e não é doce, não é amável, é amarga. Mas eu vou tomar essa decisão porque, entre o justo, o certo e o seguir a risca a lei, a lei me permite fazer isso.”
O prefeito defende que, após anos de inércia do poder público, a regularização é a alternativa “possível” para evitar novos conflitos e dar destino jurídico à área.
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