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Política Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 07:03 - A | A

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DIVERGÊNCIAS NA BASE

VÍDEO: Júlio Campos afirma que "Mauro poderia pagar a RGA e sair aplaudido"

Deputado do União Brasil reconhece obras do governo, mas diz que falta diálogo e pagamento da revisão geral anual aos servidores públicos de Mato Grosso

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

O deputado estadual Julio Campos (União Brasil) criticou o governador Mauro Mendes (UB) pelo não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) em atraso aos servidores públicos de Mato Grosso e afirmou que a postura do governo pode gerar desgaste político e eleitoral. Segundo o parlamentar, a relação com o funcionalismo precisa ser reavaliada, especialmente diante da atual situação econômica do Estado.

Julio Campos relembrou uma frase histórica de um ex-governador de Mato Grosso para dimensionar o peso político do funcionalismo público. “O funcionário público não elege ninguém, mas derrota aqueles que desejam. Então é um perigo”, afirmou.

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Conforme o deputado, o Estado possui mais de 100 mil servidores, entre ativos, inativos e pensionistas, o que representa um universo eleitoral ainda maior.

“São mais de 100 mil servidores públicos, ativos e inativos, pensionistas, que representam um potencial de 400, 500 mil eleitores que dependem deste cidadão. É o pai, a mãe, é o filho, é irmão, é cunhada”, disse.

O parlamentar destacou que, diante da atual condição financeira de Mato Grosso, o governo teria condições de negociar o passivo da RGA. “Eu acho que eu, se fosse governador, se tivesse o estado de Mato Grosso hoje, como está economica e financeiramente preparado, não teria nenhum problema em fazer um parcelamento do RGA e sair de bem, aplaudido”, declarou.

Apesar da crítica, Julio Campos fez questão de reconhecer as realizações da gestão Mauro Mendes. “Porque o governo dele, em termos de realização, temos que reconhecer que foi um grande governo, tem obras por todo Mato Grosso”, afirmou.

No entanto, o deputado ponderou que o principal ponto de fragilidade da atual gestão está na relação com o funcionalismo. “Agora está faltando esse bom relacionamento com servidor”, concluiu.

Veja vídeo:

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