O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), afirmou na segunda-feira (24) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a homologação das três terras indígenas em Mato Grosso. Segundo ele, as situações nos territórios não estariam pacificadas e poderiam gerar novos conflitos. Ele disse ainda que está reunindo documentos para verificar se houve inconsistências no processo que chegou à mesa do presidente.
A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa, em Cuiabá, na inauguração do primeiro escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).
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“Me parece que levaram ao presidente como se estivesse tudo pronto, e que não teria conflito, que estava pacificado, o que não é verdade. Ele acabou publicando esse decreto de forma exacerbada. Eu estou levantando os dados e vou usar minha capacidade dentro do governo para ajudar a reverter isso. Vou olhar, se tiver inconsistências, vou apoiar para que se revise o caso”, afirmou.
A homologação das terras tem sido alvo de contestação do governo de Mato Grosso. Na semana passada, o governador Mauro Mendes (União Brasil) ingressou com petição no Supremo Tribunal Federal (STF) dentro do processo que discute o marco temporal.
As terras homologadas são a Estação Parecis, em Diamantino; a Manoki, em Brasnorte; e a Uirapuru, que engloba áreas de Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste.
Atualmente, Mato Grosso possui 73 terras indígenas demarcadas, que somam 15 milhões de hectares, o equivalente a 16% de todo o território estadual. Um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontou 18 casos de conflitos envolvendo indígenas no estado somente em 2024.















