O senador Wellington Fagundes (PL-MT), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que conversou com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes com o objetivo de sensibilizar a Corte sobre a situação do ex-presidente, que cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Fagundes, o diálogo com Gilmar Mendes teria contribuído para avanços no tratamento dispensado a Bolsonaro, citando como exemplo a transferência do ex-presidente para uma sala de Estado-Maior no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecida como Papudinha, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.
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“O ministro Gilmar Mendes, pela sua experiência, ele sabe a hora que deve ir, que deve voltar. Ele sabe que também não pode ter excesso”, declarou o senador.
Na avaliação de Fagundes, Bolsonaro enfrenta um quadro de saúde delicado, o que justificaria uma postura mais sensível do Judiciário. “O presidente Bolsonaro já está pagando de forma absurda, porque ele está com um problema de saúde. Depois daquela facada, quantas cirurgias? A penúltima cirurgia foi 12 horas, agora outra cirurgia e está sofrendo muito”, afirmou.
Questionado se Gilmar Mendes estaria atuando internamente no STF para articular esse diálogo entre os ministros, Fagundes respondeu de forma afirmativa e voltou a citar a transferência como resultado concreto. “Com certeza já está conversando com os companheiros, tanto é que ele já evoluiu para a Papudinha, que é um lugar com mais condições de ficar agora”, disse.
O senador também mencionou fatores emocionais e psicológicos ao tratar da situação do ex-presidente e defendeu a possibilidade de medidas mais brandas no futuro. “Se ele estiver em casa, porque ele está tendo muito problema de saúde, problema de pressão, a falta da família, tudo isso causa situações que deixam a pessoa… Hoje qual o maior mal pós-pandemia? É depressão. Imagina a depressão que está. Qualquer ser humano é suscetível a isso”, concluiu.
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