O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que ele e o irmão, o senador Jayme Campos, receberam convites para migrar para partidos como PSDB e Avante, mas destacou que a prioridade do grupo é disputar internamente a manutenção de uma candidatura própria no União Brasil. Segundo ele, uma reunião com a executiva nacional da sigla, comandada por Antonio Rueda, será realizada para alinhar o posicionamento do partido e evitar intervenções no processo estadual.
Júlio Campos confirmou que as conversas com outras legendas existem, mas ressaltou que a decisão ainda passa pelo debate interno no União Brasil. “Convites têm, isso não dá para esconder. Vários partidos estão nos convidando”, afirmou o parlamentar.
- FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
De acordo com ele, a definição sobre o futuro da sigla no Estado ocorrerá na convenção partidária, prevista para julho ou início de agosto. O deputado detalhou a composição do colégio eleitoral que irá decidir se o partido terá candidatura própria, destacando que, atualmente, o grupo tem maioria entre os votantes.
A convenção é formada por 31 membros do diretório regional, 22 delegados de municípios com diretório municipal constituído e sete parlamentares do partido, entre deputados estaduais, federais e senador. Júlio Campos explicou que parlamentares que integram o diretório regional possuem direito a dois votos, o que, segundo ele, fortalece o grupo na disputa interna.
O deputado também afirmou que a convenção deverá ser presidida pelo governador Mauro Mendes, presidente estadual da legenda, que deve deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado. Para Júlio, a decisão final dependerá do entendimento do partido. “Se o partido decidir que não quer candidatura própria, não há outra solução: ou se aceita a decisão ou se deixa a legenda”, disse.
Sobre a reunião com a direção nacional, Júlio Campos informou que a ida a Brasília deve ocorrer após o Carnaval, em razão do calendário do Congresso Nacional. O objetivo, segundo ele, é obter um posicionamento claro da executiva nacional quanto à autonomia do diretório estadual.
O parlamentar também mencionou a proximidade da janela partidária, que ocorre entre 4 de março e 4 de abril, período em que deputados podem trocar de partido sem prejuízo ao mandato. “Então nesse período, se tiver que migrar, qualquer político pode migrar”, concluiu.
VEJA VÍDEO













