Tem circulado nas redes sociais, um vídeo de pouco mais de um minuto, onde um internauta acessa o site do Butantã e mostra uma foto publicada pelo próprio instituto, onde mostra uma caixa da vacina Coronavac, com data de fabricação de abril, pouco tempo depois do primeiro caso de coronavírus no país e um mês após o carnaval.
Junto ao vídeo, os disseminadores de conteúdos falsos inserem o texto, "VC ainda tem dúvidas qto a vacina xingue-lingue. Agora vai entender melhor o plano ardiloso que está ocorrendo. DIVULGUE Obs : Isso não é Fake. Fake é o que o Dória e a China estão tentando fazer como o povo brasileiro".
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A equipe do Estadão Mato Grosso buscou informções na internet e descobriu que a foto é verdadeira, porém, foi tirada de contexto para manchar a imagem do governador de São Paulo, João Dória (PSDB) e a vacina chinesa que é a mais avançada no mundo para conter a proliferação do novo coronavírus.
A agência Lupa, pertencente a Folha de São Paulo, publicou um material escrito pelo jornalista Ítalo Rômany, que desvenda o mistério. Na matéria afirma que as doses chegaram em julho e mesmo sendo um produto desenvolvido, precisa ter o número de lote, prazo de fabricação e validade.
O desenvolvimento da vacina para a Covid-19 pela farmacêutica chinesa Sinovac começou no fim de janeiro. Em 14 de abril, o produto recebeu a aprovação para ser usado em testes com humanos. A fabricação do imunizante começou a ocorrer naquele mês para que ele pudesse ser utilizado nos ensaios clínicos, necessários para analisar sua eficácia e segurança. A CoronaVac chegou à fase 3 – último estágio do desenvolvimento – e parte dos testes com voluntários ocorre aqui no Brasil, sob orientação do Butantan.
A primeira e segunda fase de testes da vacina da Sinovac contaram com 743 voluntários no total, entre 18 e 59 anos, sendo 143 pacientes na primeira etapa e 600, na segunda. Ambos os estudos foram randomizados, com duplo-cego e controlados por placebo. A Sinovac informou que obteve 90% de êxito nos resultados ao induzir a produção de anticorpos neutralizantes nos voluntários. Uma autorização de uso emergencial, que permitiu a vacinação de 50.027 voluntários na China, mostrou que 94,7% deles não tiveram nenhuma reação adversa.
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