O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Chico 2000 (PL), contou que está esperando a Procuradoria da Casa emitir um parecer sobre o relatório da Comissão de Ética no caso que envolve o vereador Paulo Henrique (MDB), acusado de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. Após a devolutiva do documento, o presidente deve por o caso em votação, cujo resultado pode ser a cassação do mandato.
“O processo do Paulo Henrique foi encaminhado para a Procuradoria, que deverá estar devolvendo hoje, sanando dúvidas que suscitei, as quais eu já disse aqui quais são as dúvidas”, explicou a jornalistas nesta terça-feira, 17 de dezembro.
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Em outras oportunidades, Chico já havia comentado que estava com dúvidas acerca de cassar Paulo Henrique, que já está afastado judicialmente.
Paulo Henrique foi afastado do cargo em setembro, na segunda fase da Operação Ragnatela, que apura um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Comando Vermelho em boates na capital. Segundo a Polícia Federal, Paulo Henrique teria ligação com membros do CV e teria atuado para facilitar alguns interesses dos criminosos.
Chico afirmou que sua dúvida é sobre os limites da lei para cassar um vereador afastado por ordem judicial. Todavia, ele garante que, se estiver "dentro dos conformes", o processo será votado imediatamente no plenário da Casa.
Após o parecer positivo da Procuradoria da Casa, Chico irá colocar a pauta na votação.
Porém, com o encerramento das atividades, se o presidente da Casa não se adiantar para colocar a pauta em votação, o caso terminará em “pizza”, uma vez que o mandato se encerra no dia 31 de dezembro.
ENTENDA O CASO
Paulo Henrique é um dos alvos da Operação Ragnatela, deflagrada no dia 5 de junho para cumprir mais de 40 mandados, entre prisões preventivas e busca e apreensão. As investigações apontaram para um esquema de compra de casas noturnas e realização de eventos em Cuiabá para a lavagem de dinheiro da facção criminosa Comando Vermelho. As investigações apontam que, através desse esquema, o grupo teria lavado cerca de R$ 40 milhões, provenientes do tráfico de drogas e de outras ações criminosas.
No dia 20 de setembro, Paulo Henrique foi preso na Operação Pubblicare, segunda fase da Ragnatela, por ser suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. Ele foi solto dias depois, mas continua afastado do cargo na Câmara de Vereadores.












