Pré-candidata ao Governo de Mato Grosso pelo PSD, a médica Natasha Slhessarenko afirmou que não teme repetir, em 2026, o cenário de desgaste interno que a impediu de concorrer ao Senado em 2022, quando ainda era filiada ao PSB. Agora em outra sigla e estruturando sua pré-candidatura em novas bases, ela garante que o ambiente político mudou, e que não acredita que será “fritada” novamente.
Em entrevista, Natasha admitiu que as lembranças do episódio anterior vieram à tona quando decidiu se colocar novamente na disputa. Em 2022, seu antigo partido retirou o apoio à sua candidatura ao Senado para aderir à reeleição do governador Mauro Mendes (União) e de Wellington Fagundes (PL). Mesmo assim, ela afirma que o cenário atual é diferente.
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“É isso que a gente tem feito: conversado com as bases, com vários partidos, com diversas lideranças, para que realmente essa situação não se coloque. E eu estou em outro partido, com outro presidente regional. As coisas estão completamente diferentes do que foram daquela primeira vez”, disse.
A médica reforça que sua pré-campanha está ancorada em pautas que considera urgentes para a população mato-grossense e critica a condução do atual governo, especialmente nas áreas de saúde e segurança pública.
“Eu estou me colocando como uma candidata que defende o que é importante para a sociedade. A nossa saúde está na UTI. Eu, como médica e empresária da saúde, sei o que a gente pode fazer. A segurança pública está em frangalhos. É inadmissível que mais de 50 mulheres tenham sido assassinadas nesse estado”, declarou.
Natasha também contesta o discurso oficial de que o estado vive um cenário de estabilidade. Para ela, a gestão prioriza debates ideológicos em vez de enfrentar problemas concretos.
“E o nosso governador falando que está tudo certo… não está. Temos problemas graves, estruturais. Essa questão de direita e esquerda não tem que estar na pauta do governo estadual. É preciso discutir os problemas reais do cidadão mato-grossense”, criticou.
Relembre o episódio de 2022
Natasha disputaria o Senado pelo PSB, mas acabou retirada da corrida após perder o apoio interno comandado à época pelo deputado Max Russi. Ela relatou, ainda, que recebeu um telefonema do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, pedindo que aceitasse ser suplente de Neri Geller, o que não se concretizou.
A desistência era tida como inevitável e ela chegou a avaliar concorrer à Assembleia Legislativa, mas acabou fora da eleição.
Agora, em nova sigla e com discurso de enfrentamento, Natasha afirma estar mais preparada e convencida de que não sofrerá nova tentativa de boicote interno.















