O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avalia que a obra no Morro da Luz deve transformar o local em uma das áreas mais seguras do Centro da Capital, com reforço no monitoramento, câmeras de segurança, presença da Polícia Municipal e apoio da Polícia Militar. Segundo ele, a mudança deve provocar uma “migração natural” das pessoas em situação de rua que hoje permanecem na região.
“Provavelmente, no Morro da Luz, nós vamos ter que buscar caminhos com aumento do monitoramento, câmera de segurança, fortalecimento, colocar a polícia lá dentro. Acredito que naturalmente a gente vai ter uma migração dessas pessoas para outro ponto, porque o Morro da Luz será um dos lugares mais seguros do Centro de Cuiabá”, disse.
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Questionado se essa migração poderia apenas transferir o problema para outros locais, como o Beco do Candeeiro, Abilio criticou a atual política pública voltada à população em situação de rua. Para ele, o modelo atual não resolve o problema e acaba mantendo as pessoas nas ruas.
“O município é obrigado a dar refeições para a pessoa ficar na rua. Se a gente tem que levar todos os serviços para a pessoa na rua, se a gente não pode fazer apreensão de nada, se tudo é tratado como usuário e ninguém é tratado como traficante, não tem nada que consiga resolver”, afirmou.
O prefeito também disse que há prisões frequentes por tráfico dentro do Centro Pop e reclamou que muitos casos acabam sendo tratados apenas como situação de vulnerabilidade.
“Toda semana a gente prende alguém lá dentro traficando droga dentro do Centro Pop. Já prendemos servidores, já prendemos um monte de gente. Só que é tratado como se fosse usuário, como se fosse coitadinho”, declarou.
Abilio afirmou ainda que a Prefeitura tem reforçado a atuação da Polícia Municipal, em parceria com a atividade delegada da Polícia Militar, mas comparou as ações a “enxugar gelo”.
“A gente prende, solta. Prende, solta. Pega o cara roubando uma loja, prende o cara que roubou a loja, o cara é solto no mesmo dia e o policial ainda fica lá prestando depoimento”, criticou.
Para o prefeito, uma mudança efetiva dependeria do apoio do Ministério Público, do Poder Judiciário e de alterações na política federal sobre o tema. Ele também associou o problema ao consumo de drogas e afirmou que as capitais acabam concentrando pessoas em situação de rua.
“Enquanto essa prática não mudar, não há o que se fazer. Não existe proposta que faz a pessoa sair de lá. Infelizmente, a política pública voltada a isso tem que mudar”, completou.













