O relator das audiências sobre as questões da Saúde de Cuiabá, desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, declarou extrema preocupação no caos em que se encontra o setor. Perri sugeriu a criação de mesas técnicas, para buscar soluções mais rápidas após relatórios mostrarem inúmeras irregularidades. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 16 de dezembro, no TJMT, durante reunião realizada para buscar soluções para a crise da saúde na capital.
“É preocupante! Vi com meus próprios olhos que as pessoas estão se amontoando nos corredores do Hospital Metropolitano [sic], há uma sobrecarga de paciente, é bem verdade que segundo os relatórios que foram apresentados tanto pela equipe de monitoramento do TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] quanto pelo TCE [Tribunal Contas do Estado], que muitas são as causas que levam a essas tranquilamente, estava sugerindo ao nosso presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, quem sabe nós clamarmos mesas técnicas para que nós possamos criar atalhos, porque tempo significa vida”, afirmou o desembargador.
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Embora tenha citado o Hospital Metropolitano, o desembargador se referia ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), ao qual ele visitou na última quinta-feira, 12. O Metropolitano é a unidade regional, de administração do Governo do Estado, na cidade de Várzea Grande.
Nesta reunião, Orlando Perri convocou o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o prefeito eleito Abilio Brunini (PL) para debater soluções para o caos instalado na Saúde em Cuiabá.
A Justiça pretende fazer programações de curto, médio e longo prazo para propor soluções à pasta. O objetivo é fazer um esforço conjunto para evitar a permanência dos problemas hoje existentes.
CAOS NA SAÚDE
Na última quinta-feira (12), uma vistoria de urgência, foi realizada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Foram constatadas diversas irregularidades, como pacientes nos corredores, em filas de esperas aguardando por cirurgias, falta de medicamento e equipe médica.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, declarou que já estão morrendo pessoas em Cuiabá e Várzea Grande devido ao caos estabelecido na área da Saúde, e que mais pessoas podem morrer nos próximos dias, caso não seja feita uma mobilização para resolver os problemas.
Durante a vistoria, a futura secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Sampaio, afirmou que para dar um jeito no HMC é preciso "da ajuda de um exército". Para ela, a situação da Saúde de Cuiabá está critica. Lúcia contou que em todo o caos, o que mais a incomoda é a “porta estar sem retaguarda”, que seria a longa espera nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O secretário municipal de Saúde, Deiver Teixeira, que também esteve presente na vistoria, afirmou que a capacidade máxima já foi atingida, estando com 110% de lotação. O gestor também destacou que o déficit mensal as Saúde de Cuiabá está por volta de R$ 20 milhões.
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