Vereadoras de Cuiabá registraram um boletim de ocorrência contra o apresentador de podcast, após se sentirem atacadas por um vídeo publicado nas redes sociais. A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher instaurou investigação para apurar possíveis crimes de violência política de gênero, injúria, difamação e incitação ao ódio.
O caso envolve o apresentador Rafael Milas, que, segundo as parlamentares, teria afirmado que elas permaneceram em silêncio diante de um suposto assédio sexual atribuído ao ex-secretário municipal de Cuiabá Willian Leite de Campos.
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De acordo com os autos, o conteúdo foi divulgado no dia 9 de fevereiro em um perfil do Instagram voltado a comentários políticos e alcançou milhares de visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos, ampliando a repercussão do caso.
As vereadoras alegam que o vídeo extrapolou os limites da crítica política, ao empregar linguagem considerada ofensiva, pejorativa e discriminatória, direcionada à condição de mulheres no exercício do mandato eletivo.
Entre as vítimas listadas no registro policial estão as vereadoras Katiúscia Manteli (PSB), Paula Calil (PL), Michelly Alencar (União) e Dr. Mara (Podemos). Conforme os depoimentos, o autor do vídeo teria utilizado termos depreciativos, ridicularizado imagens das parlamentares e insinuado condutas ilícitas sem apresentar provas.
Para as vereadoras, a conduta configurou uma tentativa de deslegitimar a atuação feminina na política, além de constranger mulheres que ocupam cargos públicos. O discurso, segundo a narrativa policial, teria reforçado estereótipos de gênero e incentivado seguidores a comentar e compartilhar o conteúdo, ampliando o alcance e o dano causado às vítimas.
A investigação é conduzida com base na Lei nº 14.192/2021, que trata da violência política contra a mulher, além de dispositivos do Código Penal. O material publicado nas redes sociais foi anexado ao procedimento e será analisado para eventual responsabilização criminal e adoção das medidas legais cabíveis.













