O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, afirmou que o órgão está elaborando um plano de metas de longo prazo para Mato Grosso, com foco em garantir a continuidade de políticas públicas até 2050.
Segundo ele, a proposta envolve todos os conselheiros e tem como objetivo estabelecer diretrizes que deverão ser seguidas por qualquer governo.
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“Todos os conselheiros estão trabalhando nisso. O conselheiro Walter Albano está nos ajudando a coordenar esse processo, que é um plano de metas Mato Grosso 2050, com ações e gestão de Estado, políticas de Estado, para qualquer governo que venha tenha que cumprir”, afirmou.
Ao justificar a necessidade do plano, Sérgio Ricardo citou o que classificou como descumprimento de regras já existentes, usando como exemplo a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
“Em 2025 foram R$ 4 bilhões. O Fethab tem na sigla habitação e saneamento. Dessa arrecadação, o Estado teria que investir 16% nessas áreas, o que daria quase R$ 1 bilhão. Investiu só 2,8%, cerca de R$ 100 milhões. Ou seja, é lei não cumprida”, criticou.
Apesar das críticas, 16% do montante citado por Sergio Ricardo daria em torno deR$ 640 milhões.
O presidente do TCE relacionou a falta de investimentos ao cenário social da Baixada Cuiabana, onde, segundo ele, há forte desigualdade.
“A Baixada Cuiabana, onde tem miséria, é miserável. A capital é pobre, Várzea Grande é uma cidade pobre. Nós temos 80 favelas só em Cuiabá e Várzea Grande. Quando não se investe o que a lei determina, não se constrói casa”, disse.
Para ele, o plano MT 2050 surge justamente para evitar esse tipo de situação, com metas e diretrizes que garantam desenvolvimento mais equilibrado.
“O nosso plano de metas é Mato Grosso 2050, onde o Tribunal vai colocar regras, sugestões e ideias para que possamos desenvolver Mato Grosso de forma igual para todos. Hoje, Mato Grosso é desigual”, concluiu
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