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Política Sábado, 09 de Maio de 2026, 12:00 - A | A

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VENDA DA MESA EM VG

O "mercado de votos" de R$ 2 milhões e a perícia encomendada para o golpes

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

Uma mensagem de áudio, recente pode ser o maior “escândalo de corrupção e conspiração política da história recente de Várzea Grande”. O material expõe um "balcão de negócios" na Câmara Municipal, vereador Cilcinho, PV e o secretario da câmara, Samir Katumata, montam uma estratégia jurídica sombria para derrubar a prefeita Flávia Moretti (PL) mediante a fabricação de provas.

Na mensagem, que circula nos grupos de zap da cidade, o vereador Cilcinho (PV) revela a existência de um esquema de compra de votos para o comando do legislativo de Várzea Grande. Segundo o parlamentar, a cadeira da presidência tem preço fixo: "Nessa aqui está em milhões", afirma, comparando com a eleição anterior que teria custado R$ 2,5 milhões. O pagamento, segundo ele, é parcelado: "conforme vem vindo, vem pagando".

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Para garantir que o acordo não sofra interferências externas ou "traições", Cilcinho detalha uma tática de confinamento digna de filmes de espionagem: catorze vereadores seriam levados em uma van para uma chácara de luxo, do vereador Dr Miguel, Cidadania, dois dias antes da eleição, permanecendo isolados e escoltados por seguranças até o momento da votação.

Samir Katumata denuncia "Gabinete do Ódio" contra Moretti

No mesmo áudio, o secretário de “apoio parlamentar” Samir Katumata, descreve a existência de uma estratégia coordenada para desestabilizar e cassar o mandato de Flávia Moretti através da manipulação da opinião pública. Com a divulgação de recentes áudios atribuídos a prefeita em que ela fala de “agua” e outro que ela qualifica o presidente da câmara. No áudio Samir, cita uma conversa com Ismael o procurador geral da câmara municipal de

Várzea Grande, em que ele admite a utilização de "conteúdos fabricados" junto a imprensa, como os veiculados pela TV Cidade Verde (atual Jovem Pan) PNB On line e Blog do Popo, para criar uma narrativa de irregularidades inexistentes.

O objetivo final seria pavimentar o caminho jurídico para um processo de cassação da prefeita na Câmara Municipal.

A solução encontrada, segundo a transcrição, foi o financiamento de perícias sob encomenda. Katumata confessa que a estratégia é pagar peritos caros ("não foi barato, filhado") para validar conteúdos que sirvam de base para protocolos na Casa. A intenção é transformar "boatos" de sites de notícias em documentos oficiais para forçar uma queda jurídica que, até então, carece de fundamentos.

O Loteamento da Prefeitura: "Ela está f*dida"

A conspiração não visa apenas a derrubada da chefe do Executivo, mas o imediato loteamento da máquina pública. O vereador Cilcinho dá como certa a saída de Moretti: "Todos os vereadores sabem que a prefeita vai cair. Ela está fdida"*.

No plano de partilha do governo "pós-golpe", as peças já estão sendo movidas. Cilcinho afirma ter poder de indicação e já nomeia a beneficiária de uma das pastas mais robustas do município: "Eu indico a Gisa [vereadora Gisa Barros] para a Educação".

A sociedade de Várzea Grande assiste agora uma trama onde o voto popular é tratado como mercadoria e as instituições são usadas como ferramentas de chantagem e ascensão ao poder por meios não democráticos.

VEJA VÍDEO:

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