A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil) voltou a defender maior espaço e respeito para as mulheres na política e criticou o uso de candidaturas femininas apenas para cumprir exigências legais de cotas eleitorais. A fala ocorre em meio ao impasse sobre sua saída do partido, que foi negada recentemente pelo governador Mauro Mendes, presidente do diretório estadual da sigla.
Durante sessão nesta terça-feira (10), Michelly afirmou que as mulheres precisam ser reconhecidas pelo voto e não tratadas como números dentro das legendas. “Nós precisamos, de fato, que as mulheres ocupem esse espaço, tenham a credibilidade de serem reconhecidas pela urna e não por terem que provar todos os dias que nós merecemos estar aqui. E isso começa no processo eleitoral”, declarou.
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A vereadora também afirmou que não aceita ser tratada apenas como cota partidária e disse que pretende lutar por um processo eleitoral mais justo e representativo.
“As mulheres não podem mais ser apenas aquele número de cota necessário para os partidos. Eu estou vivendo isso. Não fui e vou lutar para não ser apenas um número no meu partido, mas sim para fazer um pleito justo e de representatividade”, afirmou.
Michelly ainda disse que o tempo em que mulheres eram utilizadas apenas para ajudar a eleger outros candidatos já ficou para trás.
“Esse tempo em que mulher era apenas número para eleger quem alguns barões gostariam de eleger já passou. Hoje as mulheres se colocam à disposição, travam suas batalhas e vão para o fronte com garra, força e justiça”, completou.
A fala acontece após a parlamentar manifestar interesse em deixar o União Brasil. No entanto, o governador Mauro Mendes afirmou recentemente que não autorizou sua saída da legenda, argumentando que o partido teve papel importante em sua eleição, inclusive com apoio financeiro durante a campanha.
Segundo Mendes, a sigla investiu recursos na candidatura da vereadora e, por isso, a liberação não seria automática.
Apesar do impasse partidário, Michelly reforçou que continuará defendendo igualdade de condições para homens e mulheres nas disputas eleitorais.
“A Justiça Eleitoral tem que garantir que homens e mulheres tenham as mesmas condições para encarar o processo eleitoral com equilíbrio”, concluiu.









