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Política Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020, 16:25 - A | A

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020, 16h:25 - A | A

COVID-19

Mendes vai a Brasília discutir vacina com Guedes e presidentes da Câmara e Senado

Rafael Machado

O governador Mauro Mendes (DEM) viajará a Brasília na próxima terça-feira (3) para participar de um encontro entre governadores dos 26 estados e do Distrito Federal com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Entre os temas que devem ser debatidos durante a reunião está a vacina contra covid-19. O imbróglio sobre o caso começou na última semana, após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar em reunião com os governadores que faria a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina que está sendo produzida em parceria entre a China e o Instituto Butantan, do Brasil.

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Logo após a confirmação de Pazuello, Mauro chegou a confirmar que o estado receberia o primeiro lote de vacinas contra covid já em janeiro de 2021. No entanto, um dia depois do anúncio, o presidente Jair Bolsonaro negou a informação dada pelo ministro.

Nesta sexta-feira (30) houve nova reviravolta, quando o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) anunciou que o país vai, sim, comprar a Coronavac se ela for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em meio ao impasse, Mauro comentou que vai aguardar um posicionamento sobre a distribuição da vacina, mas destacou que, caso o governo federal não compre uma vacina, o governo estadual estará preparado para adquirir as doses e distribuir à população.

"Esse tema da vacina já tem muita polêmica entre nosso presidente e o governador de São Paulo [João Doria]. Quem conduz isso é o Ministério da Saúde. [...] Não vou entrar nessa polêmica. A vacina vai chegar, ela vai estar disponível. Se o governo federal não comprar, com certeza o governo de Mato Grosso vai ter o recurso para comprar. Mas eu acredito que, como sempre todas as vacinas são feitas dentro do plano nacional de vacinação, o governo federal vai responder por esta responsabilidade", disse o governador, em conversa com jornalistas nesta semana.

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, se mostrou confiante de que o governo federal irá conseguir atender os Estados. Ele destacou que São Paulo é o único Estado que está investindo maciçamente na aquisição dos imunizantes de forma independente.

Figueiredo evitou comentar a polêmica envolvendo a obrigatoriedade da vacinação. Ele destacou que existem alguns casos, previstos em lei, nos quais a vacinação pode ser feita de forma obrigatória e disse acreditar que essa situação será definida até a chegada de uma vacina contra covid-19.

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