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Política Quarta-feira, 12 de Outubro de 2022, 21:00 - A | A

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2022, 21h:00 - A | A

"PAGUEI O PREÇO"

João Batista diz que "chapa ruim" e polarização pesaram contra sua reeleição

Apesar de ter conseguido mais votos neste ano, João Batista se tornará suplente a partir do ano que vem

Rafael Machado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Após não conseguir se reeleger este ano, o deputado estadual João Batista (PP) avalia que 'pagou o preço' por adotar certas posturas na Assembleia Legislativa, principalmente em relação ao governo. Ele também calcula que as alianças feitas pelo PP na eleição deste ano e a situação eleitoral de Neri Geller, que teve o registro de candidatura indeferido, também contribuíram para que não fosse reeleito.

Apesar de ter conseguido mais votos neste ano, João Batista se tornará suplente a partir do ano que vem. Neste ano, o progressista recebeu 11.492 votos, 118 a mais do que recebeu em 2018. Nesta eleição, seu partido cconseguiu apenas a reeleição de Paulo Araújo.

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“Uma característica que eu resolvi adotar aqui dentro, determinadas defesas que a gente sabia que era inócuo, que era apenas para enganar os outros, eu paguei o preço por aquilo que eu achava certo. Problema com o partido, uma chapa ruim, tivemos o problema do Neri, tivemos a questão da estrutura que o partido não deu. Não tenho que reclamar do eleitorado, tenho que reclamar de uma série de fatores que aconteceram”, disse Batista, em entrevista à imprensa.

Batista ainda considerou que sua defesa por uma terceira via no primeiro turno na eleição deste ano também pode ter colaborado, pelo “afastamento” do eleitorado, principalmente das pessoas que são ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

No estado, o PP costurou uma aliança com a federação de esquerda – formada pelo PT, PCdoB e PV – que tem Lula (PT) como candidato à presidência.

“Infelizmente, foi criada uma polarização muito grande. Nesse momento que afunilou, eu tenho que decidir eu escolho hoje entre Lula e Bolsonaro. Eu apoio o Bolsonaro. Não quero ver retrocessos de algumas ideias, principalmente para mim, que sou da Segurança Pública. Eu não fiz isso no passado, porque eu imaginava que tinha que ter uma terceira via. Esse posicionamento, acredito que também foi decisivo para pessoas que apoiam o Bolsonaro não nos escolher”, avaliou.

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