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Política Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 10:26 - A | A

Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 10h:26 - A | A

FORA DO TABULEIRO

Edna acusa PT de racismo após partido preferir Pedro Taques para disputa ao Senado

Apesar das críticas, ela afirmou que continuará atuando em defesa do projeto do partido.

Fernanda Escouto

Repórter | Estadão Mato Grosso

A ex-vereadora de Cuiabá Edna Sampaio (PT) usou as redes sociais, nesta terça-feira, 2 de junho, para criticar o próprio partido por não ter sido escolhida pré-candidata ao Senado nas eleições deste ano e afirmou que a decisão reflete racismo estrutural dentro do processo político.

A definição ocorreu após o Partido dos Trabalhadores optar por apoiar a composição de chapa ao Senado com o ex-governador Pedro Taques (PSB), além da reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). A articulação faz parte da estratégia nacional da sigla.

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Edna afirmou que apresentou seu nome ainda em janeiro, representando lideranças e militantes que defendiam uma candidatura própria do PT ao Senado em Mato Grosso. Segundo ela, a decisão foi tomada sem debate interno no estado.

“Uma decisão que foi tomada em nível nacional, sem sequer ter feito a discussão em nível estadual, foi exatamente a resposta para o nome de uma mulher preta colocada para disputa ao Senado aqui no Estado de Mato Grosso.”

Ela também criticou a escolha de Taques como representante do campo político apoiado pelo partido. “Pedro Taques é um homem conservador, lavajatista, que sempre defendeu princípios completamente opostos ao que nós dedicamos nossa vida para lutar", destacou. 

Apesar das críticas, Edna afirmou que respeita a decisão da maioria e disse que continuará atuando politicamente, com foco nas eleições de 2026 e na defesa da candidatura do presidente Lula e de uma bancada alinhada aos interesses da classe trabalhadora.

Histórico

Em 2024, Edna Sampaio teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Cuiabá por quebra de decoro, após acusações de participação em um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete. Antes disso, uma primeira cassação em 2023 já havia sido anulada pela Justiça, o que permitiu seu retorno ao cargo.

O caso ganhou repercussão após o vazamento de conversas entre a parlamentar e sua ex-chefe de gabinete, que indicariam repasses de valores relacionados a verbas indenizatórias. Conforme documentos, em 2022, teriam sido feitas transferências que somam cerca de R$ 20 mil.

A ex-chefe de gabinete foi posteriormente exonerada e recebeu indenização trabalhista. Em 2025, a cassação foi anulada por decisão da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo, revertendo a decisão anterior da Câmara Municipal.

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